“CINEMA PARADISO” O FILME
- 26/05/2010
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A paixão pelo cinema do menino Totó (Salvatore) e sua amizade com o projecionista Alfredo, que depois de um incêndio com o projetor (que também destrói o cinema) fica cego e muito ferido, e é ajudado pelo garoto quando a pequena cidade reconstrói o cinema, por isso IL NUOVO CINEMA PARADISO.
A única diversão daquela gente, antes do evento da TV, é o cinema aos domingos e feriados. Como “prisioneiros da alegria dos outros”, aos projecionistas não há folgas possíveis. Alfredo é ranzinza, mas tem um grande coração e enxerga longe mesmo sem ver, quando insiste pra o já adolescente Salvatore sumir dali pra nunca mais voltar (ou seria um escravo eterno como ele foi).
Não parece que o jovem vai ouvi-lo até que Alfredo “trai” o amigo provocando um desencontro com Helena, por quem tem uma enorme paixão não bem correspondida. E a moça, filha de um banqueiro da cidade, vai embora no momento que parecia estar certa do amor que sentia por ele. Desiludido, sem nunca ter sabido dessa “pequena mas enorme traição”, ele parte dali e se torna um famoso diretor de cinema, só retornando a pequena cidade 30 anos depois quando soube da morte de Alfredo.
Metalinguagem, um filme dentro do filme, talvez a maior homenagem já feita ao cinema (há outras.. A Noite Americana do F.Truffaut etc).
Do siciliano Giuseppe Tornatore, que soube com rara sensibilidade conduzir essa história de muitas perdas, tendo como pano de fundo o amor em várias das suas formas. Mas o que fez desse filme um ícone dos anos 90, que sensibilizou a quase totalidade das pessoas, certamente não foi a metalinguagem ou a homenagem a 7ª arte, que à maioria pouca importa, nem a amizade de um velho com uma criança.
O limiar entre o profundo e o piegas, o linear e o fantástico, quando se tem uma criança envolvida, é muito próximo. Fácil o apelo ao choro, mas ´normalmente não sobra nada no dia seguinte. E não é só a TV que é especialista nisso.
Agradar a maioria não é tarefa fácil, Cinema Paradiso fala de coisas que todos passaram algum dia, fala de amores possíveis e impossíveis, de encontros e desencontros, do inexorável, fala do destino.
Tanto no filme como na vida real, o ator que fez o adolescente Totó se chamava Salvatore. Eu também sou um Salvatore, e também assisti meu primeiro filme no porão da Igreja do Bom Conselho na Mooca, aonde a censura igualmente era dos padres, e quando estive em Palácio Adriano, cidade siciliana aonde o cinema foi demolido, fiquei emocionado com a praça, o que restou dela… um grande estacionamento. Mas ali soube que demoliram o cenário. Cinema é “mies-un-scene”, fantasia, invenção… O cinema mesmo da cidade ficava a uma quadra dali.
6 Comentários em ““CINEMA PARADISO” O FILME”
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Bommmmmmmmmmmm
Salvatore, citando Oscar Wilde, “a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.” (Oscar Wilde, “The Decay of Lying”, 1891).
o cenário foi demolido mas o povo de Palacio Adriano nunca mais foi o mesmo…
o cinema roubou-lhe a alma e lhe deu o sonho, o inatingível, o nunca…
Fiquei com muita vontade de assistir de novo…acho que farei isso hoje à noite.
Esse filme já está na lista de próximos filmes para assistir. Muito bom !
Este é o meu filme nº 1. Não importa quantas vezes o assista, sempre choro. A emoção é a mesma.