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	<title>Paulo Vilela</title>
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	<description>Arquiteto Pós-moderno</description>
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		<title>VERGONHA</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 01:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O filme holandês premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – CARÁTER, e  O HOMEM MAU DORME BEM, de Akira kurosawa, têm roteiros muito distintos, mas sub-repticiamente têm algo em comum, ambos falam sobre o conviver com culpas e não-culpas. O primeiro fala de um homem que tenta reconquistar uma mulher que é “caráter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O filme holandês premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – CARÁTER, e  <a title="Homem mau dorme bem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Homem_Mau_Dorme_bem" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Homem_Mau_Dorme_bem?referer=');">O HOMEM MAU DORME BEM</a>, de <a title="Akira Kurosawa" href="http://www.uesb.br/janela/diretores_ver.asp?cod=10" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.uesb.br/janela/diretores_ver.asp?cod=10&amp;referer=');">Akira kurosawa</a>, têm roteiros muito distintos, mas sub-repticiamente têm algo em comum, ambos falam sobre o conviver com culpas e não-culpas. O primeiro fala de um homem que tenta reconquistar uma mulher que é “caráter antes de tudo&#8221;, e que não o perdôa; o segundo, mostra um homem que troca de identidade com um amigo pra se aproximar do assassino do pai, homem sem escrúpulos, e fazer justiça com as próprias mãos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><a title="Erasmo de Roterda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Erasmo_de_Roterd%C3%A3o" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Erasmo_de_Roterd_C3_A3o?referer=');">Erasmo de Roterdã</a> no seu Elogio À Loucura</span>, diz que dores de amores cada qual sente à sua maneira, um pode não perdoar, outro nem ligar, outro ainda chegar ao extremo de matar os envolvidos e a si mesmo, porque isso varia com a formação do indivíduo, tipo de sociedade etc., mas uma pedrada na cabeça dói igual a qualquer um, e a dor de uma pedrada não gera culpas no atingido.</p>
<p>Não deve haver mesmo nesse mundo alguém sem defeitos, mas há coisas que não se perdoa em nenhuma sociedade, coisas que não dependem da estrutura social, como matar sem motivo, roubar de quem nada tem, humilhar pessoas seja pelo aspecto cultural ou econômico, maltratar animais indefesos, lesar a pátria com negócios escusos pra benefício próprio, se passar por outra pessoa pra ter o reconhecimento que não pode ter.</p>
<p>O indivíduo armado vai roubar&#8230; e rouba, depois, sem nenhuma adversidade, olha pro cara e dá um “tec”. O que se pode pensar sobre a personalidade de um tipo assim? Ou de um que rouba o tênis sem marca e o dinheiro da condução de um operário na estação do trem às 6hs da manhã? Ou do motorista que desvia da sua faixa na direção de um quatro-patas para atropelá-lo?</p>
<p><a title="Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos Desigualdade entre os Homens" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21474151/discurso+sobre+a+origem+e+os+fundamentos+desigualdade+entre+os+homens" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.submarino.com.br/produto/1/21474151/discurso+sobre+a+origem+e+os+fundamentos+desigualdade+entre+os+homens?referer=');">J.J.Rosseau no Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens</a> diz que o homem nasce bom, e a sociedade o perverte. É uma idéia, mas se é fato que nas sociedades mais pobres e menos justas essas pessoas proliferam como moscas, e a sociedade tem grande responsabilidade por essas crias deformadas, nas comunidades mais desenvolvidas esses criminosos “sem culpas”  também existem, e caímos num abismo se pensarmos que o homem já nasce mau,  porque  então vivemos num zoológico sem jaulas.</p>
<p>Agora, diferentemente desses monstros “sem culpas”, há os polidos e bem-vestidos, que lesam a pátria com suas “negociatas”, emprobrecendo todos os demais, e os que mentem descaradamente dizendo ao mundo que fizeram coisas que não fizeram nem têm condições de fazer, apropriando-se de direito autoral, e recebendo os louros que não lhes pertence. <span style="text-decoration: underline;">Ambos, quando não são psicopatas </span>(normalmente são), têm remorsos mais cedo ou mais tarde e até mudam o rumo de sua vidas, está cheio de exemplos conhecidos, mas nunca devolvem o que se apropriaram, nem dinheiros, nem a identidade roubada. Podem enganar suas mulheres, seus filhos, meia dúzia de amigos, vizinhos, e até um povo inteiro, por certo tempo, mas não a si mesmos.</p>
<p>Claro que se forem psicopatas vão dormir em paz até o último dia de suas vidas,  sortudos que são,  eximidos de culpas, se o destino não lhes reservar algo trágico dos lesados.</p>
<p>Não pude evitar de colocar os ladrões de direitos autorais entre os “imperdoáveis”, porque projetei e fiz obras que os proprietários usaram o meu conhecimento, talvez a minha arte, a minha dedicação, mentindo a todos os seus conhecidos como autores das suas fantasias. E penso nos milhares de cigarros que fumei, nas noites que fiquei acordado pra lhes dar o melhor de mim, no tempo todo que não soube; depois, no tempo que fiquei calado, porque a vida é pra frente. Talvez seja o mal de ser democrático, mas imaginava se tratar de casos  isolados, até que esta semana soube de mais um arquiteto de mentirinha. Pobre mundo doente!</p>
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		<title>Nós vivemos numa Democracia?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 22:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governo do povo, pelo povo, para o povo (Abraham Lincoln). Meu pai gostava tanto desse homem, que na cabeceira da cama em vez de um retrato de família ou de minha mãe, tinha um “bico de pena” do distinto.
Então, obviamente, ouvi histórias e mais histórias desse senhor e da Mary Todd, sua mulher. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governo do povo, pelo povo, para o povo <a title="Abraham Lincoln" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Lincoln" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Lincoln?referer=');">(Abraham Lincoln).</a> Meu pai gostava tanto desse homem, que na cabeceira da cama em vez de um retrato de família ou de minha mãe, tinha um “bico de pena” do distinto.</p>
<p>Então, obviamente, ouvi histórias e mais histórias desse senhor e da <a title="Mary Todd Lincoln" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Todd_Lincoln" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Todd_Lincoln?referer=');">Mary Todd</a>, sua mulher. Não sei aonde ele lia, se inventava, muitas delas nunca pude confirmar. O que importa é que ele falava sobre  democracia (palavra que veio do grego <strong><em>demos</em></strong>, que significa povo).</p>
<p>Este sistema político que é praticado pela maioria das nações, que tem o povo soberano sobre o poder legislativo e o executivo, que é mais ou menos o mesmo que dizer, que o povo é<strong> </strong>o “rei”, e o Estado o “súdito”, não o oposto.</p>
<p>Os princípios e as práticas que regem o sistema democrático, entre tantos preceitos, visam a liberdade do homem. Obviamente esse é um caminhar longo de aprendizagem, de tolerância, com tropeços, idas e vindas. Alguns povos estão mais próximos, outros nem tanto, mas entre democracia e a autocracia, que é o oposto, há muitas variantes, algumas que fazem parecer que um é o outro e vice-versa.</p>
<p><a title="Mahatma Gandhi" href="Mahatma Gandhi" target="_blank">Ghandi </a>disse que a intolerância é uma violência que afasta o homem da compreensão do espírito democrático, mas ele não disse que a corrupção generalizada do legislativo e do executivo leva o homem ao desinteresse em vez da participação. No seu tempo este não era o maior problema, mas se o “rei” não participa verdadeiramente das decisões, os “súditos” tomam conta de tudo e fazem o que querem.</p>
<p>Enquanto o voto for obrigatório, tivermos Senado (essa bobagem que nos custa muito, inventada lá nos states por motivos nada louváveis), e pior ainda, quando um senador que representa 8 milhões de eleitores  tem o mesmo peso de decisão daquele que representa só alguns milhares. Ou ainda, o deputado da União que representa uma multidão sem rosto, que também não tem acesso a ele,  nem sabe aonde mora&#8230;</p>
<p>Não, não sei bem o que temos,  mas por hora, ao menos, democracia não é.</p>
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		<title>Quando o Homem vira Formiga&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 04:58:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Penso haver uma ordem universal que é mais forte que todas as correntes do pensamento, crenças ou fé &#8211; o equilíbrio. Não falo de forças estáticas, mas de resultantes ativas em equilíbrio dinâmico: as &#8220;gravidades&#8221; que em combinação com a velocidade mantêm os corpos celestes nas suas órbitas; a compensação das águas na Terra; a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Penso haver uma ordem universal que é mais forte que todas as correntes do pensamento, crenças ou fé &#8211; o equilíbrio. Não falo de forças estáticas, mas de resultantes ativas em equilíbrio dinâmico: as &#8220;gravidades&#8221; que em combinação com a velocidade mantêm os corpos celestes nas suas órbitas; a compensação das águas na Terra; a pressão externa e interna no corpo humano; o sal e potássio no sangue, equilíbrios que quando rompidos são a catástrofe, a miséria, a doença.</p>
<p>Não há julgamento de valor nessa &#8220;justiça universal&#8221;. Fealdade e beleza, compreensão e desentendimento, bondade ou maldade, riqueza e pobreza, ignorância e sabedoria, são antagônicos estéticos e morais, peças só do quebra-cabeça humano.</p>
<p>Obviamente a Justiça dos homens, que tem base em valores morais, e sua manutenção &#8220;policial&#8221; que foi criada pra salvaguardar a ordem dos que têm algo à perder,  nada tem a ver com essa ordem universal do equilíbrio, cuja base desconhecemos totalmente, e onde tudo é  aleatório. Não há pobreza ou riqueza, bondade ou maldade no universo.</p>
<p>Parece absurdo imaginar que se existisse um &#8220;criador sensível nos moldes humanos&#8221;, este provocaria um terremoto no mais miserável país do ocidente. E foi curioso o <a title="TERREMOTO NO HAITI Cônsul haitiano afirma que _o africano em si tem maldição" href="http://www.youtube.com/watch?v=9UprgJGm-64&amp;feature=related" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=9UprgJGm-64_amp_feature=related&amp;referer=');">Cônsul do Haiti</a> em SP, que depois se arrependeu, culpar os negros africanos com suas crenças pela catástrofe, como se Vudu tivesse tanto poder.  Se o epicentro do terremoto fosse em Brasília muitos diriam que era castigo de deus por concentrar tanta corrupção (que em si não é uma blasfêmia ).</p>
<p>Vamos pensar que quando caminhamos, pisamos e matamos formigas sem perceber, e que esta semana um gigante saiu das entranhas da Terra e caminhando em Porto Príncipe sequer olhou aonde pisava.</p>
<p>Diante das grandes tragédias, fora das forças que controlamos, o homem é só uma formiguinha perdida e sem nome.</p>
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		<title>De onde viemos, Pra que viemos, Pra onde vamos?</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 07:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chamamos de fé o crer incondicional sem nenhuma base em  argumentação racional. E se assim é, fé não se discute; se não se discute não há forma de convencimento universal sobre a existência de entidades supremas do bem ou do mal.
Não são dotados de maiores virtudes aqueles que por terem fé trilham o caminho das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamamos de fé o crer incondicional sem nenhuma base em  argumentação racional. E se assim é, fé não se discute; se não se discute não há forma de convencimento universal sobre a existência de entidades supremas do bem ou do mal.</p>
<p>Não são dotados de maiores virtudes aqueles que por terem fé trilham o caminho das suas verdades. O que lhes pode conferir tal dignidade é a<a title="lisura" href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=lisura&amp;id=1173" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=lisura_amp_id=1173&amp;referer=');"> lisura</a>, o caráter <a title="ilibado" href="http://www.dicionarioweb.com.br/ilibado.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicionarioweb.com.br/ilibado.html?referer=');">ilibado</a>. Da mesma forma se enquadram os que não crêem em anjos e demônios.</p>
<p>As atitudes do dia-a-dia, a maneira como se vê e se trata o outro ante a noção mínima do conceito de justiça com base na observacão da natureza e não das leis humanas, é que o que faz a diferença &#8212; que afasta ou aproxima o homem de deus, se ele existir.</p>
<p>E se ele existir, dotado de forma e inteligência que nem sonhamos, ainda que abstraia toda racionalidade, ainda assim penso que o seu pensar é que nossas vidinhas não têm nenhuma importância no universo.</p>
<p>A arte, o trabalho, a luta maior ou menor de uns ou outros pela sobrevivência, ameniza mas não cura essa chaga que nasce do medo do que se desconhece, da imprevisibilidade da doença e da certeza da morte, que encurrala o homem pra sua fé ou pra sua dúvida.</p>
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		<title>O Futuro Presidente do Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 15:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não digo que seja exatamente esse, mas será alguém muito parecido, infelizmente. Não tenho uma bola de cristal, não ouvi nenhum chamado divino, mas também não tenho mais idade pra ser do tipo &#8220;me engana que eu gosto&#8221;.
Fila do supermercado, na minha frente uma senhora de mais de oitenta com uma caixinha de sorvete na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não digo que seja exatamente esse, mas será alguém muito parecido, infelizmente. Não tenho uma bola de cristal, não ouvi nenhum chamado divino, mas também não tenho mais idade pra ser do tipo &#8220;me engana que eu gosto&#8221;.</p>
<p>Fila do supermercado, na minha frente uma senhora de mais de oitenta com uma caixinha de sorvete na mão.</p>
<p>&#8212; É pro meu neto, ele tá vindo agora, nem me avisou. Moro aqui do lado, tenho nada em casa pra dar pra ele&#8230;</p>
<p>Não perguntei nada, obviamente, ela falava porque tava ansiosa.</p>
<p>Na frente dela o futuro presidente do país. Rapaz de vinte e poucos, um agasalho estampado com o &#8220;logo&#8221; de uma faculdade de economia, com um carrinho lotado de cervejas, saquinhos aluminizados de fritas e uma infinidade de coisas que não prestei atenção.</p>
<p>Enquanto ele punha as coisas sobre o balcão rolante, e a &#8220;caixa&#8221; lhe perguntava se tinha cartão do supermercado, a anciã se dirige a ele pedindo gentilmente se  pode passar antes com o sorvete. Mas o que ela viu  foi ele do alto da sua soberba fazendo um gesto com o braço esticado, apontando pra algum lugar. E o que ouviu, que também ouvi, foi muito preciso e conciso:</p>
<p>&#8212; Deve ter algum caixa vazio&#8230;</p>
<p>Nisso tocou o celular da Sra&#8230;</p>
<p>&#8212; Já chegou? Me espera aí na portaria, tô no supermercado, já estou saindo&#8230;</p>
<p>O supermercado estava lotado, ela não saiu do lugar. E a mocinha do caixa foi passando os produtos. No final o rapaz lhe deu um Cartão de Crédito.</p>
<p>&#8212; Crédito ou débito? Perguntou a mocinha</p>
<p>&#8212; Débito!</p>
<p>&#8212; Pode me dar o RG?</strong></p>
<p>&#8212; Mas esse cartão não é do senhor. Disse ela.</p>
<p>&#8212; É da minha mãe, sempre compro com ele&#8230;.</p>
<p>&#8212; Sinto muito, não posso aceitar&#8230;  Devolvendo o cartão e o RG.</p>
<p>&#8212; Quero falar com o gerente. Falou, furioso, o futuro presidente do Brasil.</p>
<p>Enquanto se aguardava o gerente, toca novamente o Celular da senhora&#8230;</p>
<p>&#8212; Já tô indo, filho&#8230; O caixa entalou, tô levando um sorvete de chocolate&#8230;</p>
<p>Chegou o gerente. Bate-boca inútil, o tempo passando&#8230; O rapaz enfurecido passa o braço na esteira, derruba metade das coisas no chão e sai praguejando. Estupefatos, ficam conversando, a &#8220;caixa&#8221; e o gerente.</p>
<p>Não aguentei ficar calado,  já estávamos há uns 10 minutos aguardando uma solução. Pedi pra passar o sorvete da senhora. Agachados, recolhendo as coisas do chão, nem me ouviram. Agora era a &#8220;gerente dos caixas&#8221;  que aguardávamos pra cancelar a compra.</p>
<p>A velhinha começou a respirar esquisito e tirou da bolsa um spray de asmáticos, borrifou a garganta, largou o sorvete do neto no balcão, e sem dizer nenhuma palavra saiu cambaleante de mãos vazias.</p>
<p>Eu ouvi sua voz sem voz,  e fiz o mesmo.</p>
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		<title>Uma simples Crônica, nada a ver com Arquitetura</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 20:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[alegria]]></category>
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		<description><![CDATA[O dicionário diz que crônica se trata de uma narrativa de fatos seguindo a ordem cronológica do tempo. Eu diria que é simplesmente uma história que não se pode perder, contada do jeito de quem conta a partir de um fato real, como esta:
Uma amiga passou numa loja de produtos de limpeza, dessas de periferia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dicionário diz que crônica se trata de uma narrativa de fatos seguindo a ordem cronológica do tempo. Eu diria que é simplesmente uma história que não se pode perder, contada do jeito de quem conta a partir de um fato real, como esta:</p>
<p>Uma amiga passou numa loja de produtos de limpeza, dessas de periferia, que vendem tudo sem marca em embalagens  pet de litro, e perguntou à prestativa atendente se ela não trocaria garrafas vazias por produtos do seu interesse. A expert  vendedora, disse: &#8220;Claro, nós precisamos muito de embalagens, trás aqui que fazemos negócio!&#8221;</p>
<p>Não deu outra, minha amiga voltou pra casa e recolheu tudo que tinha de garrafas vazias de coca-cola e outros refrigerantes. Tinha na garagem, num quartinho, num depósito&#8230;  Passou mais de hora catando e levando pro tanque. Dia seguinte ficou a tarde inteira lavando-as com detergente, chacoalhando, enxaguando três vezes com água limpa . As mais sujas teve que usar sabão em pó, Veja etc. Ficou morta, mas o que importa é que ficaram reluzentes.</p>
<p>Dia seguinte chamou a filha adolescente pra ajudar a pôr as ditas nuns sacos de lixo. Um, dois, três sacos&#8230; encheu o porta-malas do carro. Depois encheu o banco traseiro também. Manobrando o carro, sem ver nada pelo retrovisor, bateu no banco de madeira que tinha no pátio. Puta susto, desceu &#8230;&#8221;Ah, bobagem, não foi nada, só a lanterna. O banco quebrou no meio, mas também pra que servia se ninguém sentava nele?&#8221;.</p>
<p>Apesar dos pesares tava feliz da vida fazendo algo ecológico, dando uma utilidade pras garrafas recicláveis que nunca reciclam.</p>
<p>Na lojinha: &#8220;Oi, lembra de mim? Estive aqui anteontem, trouxe as garrafas de pet, você não quer contar?&#8221; A balconista &#8220;claro, trás aqui que não posso sair da loja&#8221;. O carro, estva estacionado a uma quadra, e lá foi ela trazendo de &#8220;dois em dois&#8221; os enormes sacos pretos, enquanto a mocinha contava: &#8220;102, 103, 104&#8230; Nossa, quantas! E tão superlimpinhas&#8230;&#8221;</p>
<p>No final, 152 garrafas de pet. Minha amiga transpirava exaurida.</p>
<p>&#8220;O que você vai levar?&#8221; Perguntou a vendedora a minha amiga, que apontou pra prateleira: &#8220;Tenho cachorros, pensei nesse desinfetante, é bom?&#8221;</p>
<p>&#8220;Ninguém reclamou até hoje, só vai querer isso?&#8221; Falou a mocinha.</p>
<p>Minha amiga: &#8220;Também pensei&#8230; mas pera aí, quanto vai dar pelas minhas garrafas?&#8221;</p>
<p>A balconista, com a máquina de calcular na mão: &#8220;152 x.. Dá 4 Reais e dez centavos, o desinfetante é só 3 Reais, ainda sobra 1 Real e dez centavos, que mais vai levar?&#8221;</p>
<p>Chegando em casa, a filha perguntou: &#8220;Oi mãe! Nossa, que cara! Que aconteceu?&#8221;</p>
<p>Ela trouxe o desinfetante, um sabonete de enxofre e duas moedinhas de 5 centavos. Quebrou a lanterna do carro, o banco que ninguém sentava, gastou dois litros de gasolina, 1/2 pacote de sabão em pó, 1 litro de Veja, e uns 500 litros de água. E  disse pra filha: &#8220;O Meio-Ambiente que se foda!&#8221;</p>
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		<title>Por que é difícil o pensar?</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 03:39:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Má educação:
A escola não vem em primeiro lugar, é  como a &#8220;tia&#8221; rabugenta que quase ninguém gosta, mas visitá-la é obrigatório por Lei, ao menos até certa idade.
A TV também não vem em primeiro lugar, e não é obrigatória, mas tornou-se indispensável. Entrou pela porta da frente e hoje é parte da família de quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Má educação:</strong></p>
<p><em>A</em> escola não vem em primeiro lugar, é  como a &#8220;tia&#8221; rabugenta que quase ninguém gosta, mas visitá-la é obrigatório por Lei, ao menos até certa idade.</p>
<p>A TV também não vem em primeiro lugar, e não é obrigatória, mas tornou-se indispensável. Entrou pela porta da frente e hoje é parte da família de quase todos os lares. A TV é como o &#8220;padrinho&#8221; proseador, que é sempre bem vindo com suas lorotas e veleidades. Raros são os que não tem esse &#8220;padrinho&#8221;, e eu me incluo nesse lapso.</p>
<p>O Estado&#8230; ah, esse é o verdadeiro &#8220;paizão&#8221;, mas também não é o primeiro da fila. Ele é que olha o que é certo e errado e faz as Leis que regem nossa conduta. Fomos adotados precoce e perenemente, mas  nós que o sustentamos. Pede dinheiros emprestado,  pede dado, rouba&#8230; que importa? Afinal, tem que alimentar os presidiários, pagar o salário dos seus enteados, cuidar da saúde, educação e segurança de todos os filhos da pátria, e mesmo senil,  caloteiro, trânsfugo e mercenário, não temos como dispensá-lo.</p>
<p>Agora &#8220;mãe&#8221; é mãe! É com certeza a primeira da lista, dela ninguém se livra mesmo. A  marca da coleira fica pra sempre. Os enforcadores vêm depois com a &#8220;titia&#8221; rabugenta e o &#8220;padrinho&#8221; falante.  Focinheira, correntes&#8230; ops, isso é coisa do &#8220;paizão&#8221;!</p>
<p>Eta  família predadora! Com essa formação desastrada, nem metáfora de cachorro escapa: se rói a cordinha e resove respirar outros ares, morre atropelado na primeira esquina. Tem exceções, claro, como em tudo. Tem cachorro que olha pra atravessar a rua.</p>
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		<title>Razão e Sensibilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 04:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[4 de outubro, deu na Folha: escolas municipais do Rio terão programa de proteção contra tiroteios.
A tal secretaria da educação está estudando uma maneira de treinar educadores e  funcionários das escolas pra lidar com situações &#8220;emergenciais&#8221;. Li a notícia, mas em nenhum lugar falou-se em armaduras, coletes à prova de balas ou coisa parecida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>4 de outubro, deu na Folha: escolas municipais do Rio terão programa de proteção contra tiroteios.</p>
<p>A tal secretaria da educação está estudando uma maneira de treinar educadores e  funcionários das escolas pra lidar com situações &#8220;emergenciais&#8221;. Li a <a title="Escolas municipais do Rio terão programa de proteção contra tiroteios" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u647795.shtml" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u647795.shtml?referer=');">notícia</a>, mas em nenhum lugar falou-se em armaduras, coletes à prova de balas ou coisa parecida, nem proteção espiritual, corpo fechado, essas outras coisas&#8230;</p>
<p>Li outra vez pra saber se tinha entendido. É isso aí mesmo, e fiquei imaginando quem vai dar e como será esse treinamento, as professoras comportadas, sentadinhas,  ouvindo um atirador de elite ou seu chefe:</p>
<p>&#8212; Quando um bando atravessar a escola com a polícia atrás trocando tiros, todo mundo se joga no chão e fica quietinho! Entenderam?</p>
<p>&#8212; Na horizontal a área de risco se reduz a 5% dado a dimensão vertical do corpo ficar reduzida a poucos centímetros&#8230;</p>
<p>Não, isso não pode ser sério, ou os cariocas enlouqueceram!  Vão começar agora tratar o problema de trás pra frente? A quase totalidade de balas que encontram seu destino (bala perdida é só a que desaparece) na guerra dos morros e da polícia, tem um único motivo superconhecido: o tráfico de drogas, e até uma criança meio bobinha já ouviu isso. O filme <a title="Cidade de Deus" href="http://www.youtube.com/watch?v=vUf7vhC_ouI" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=vUf7vhC_ouI&amp;referer=');">Cidade de Deus</a> do Meirelles, diferente de todos os outros filmes que abordam a violência no mundo das drogas, mostra que nas comunidades do tráfico ninguém passa dos 25 anos.</p>
<p>As drogas existem porque existe o consumidor. Isso é igual a qualquer outra coisa, é a lei do mercado. O Estado pode proibir o fumante nos locais públicos fechados e semi-fechados, mas não proíbe a venda do cigarro, que seria uma atitude facista, impopular, além de tirar empregos e ficar sem os milhões dos impostos.</p>
<p>O Estado não permite que se fume maconha em parte alguma, MAS TAMBÉM NÃO É CAPAZ DE IMPEDIR QUE SE FUME EM TODA PARTE, e trava uma guerra sem fim com o tráfico, que é tão lucrativo que nunca vai terminar, e quem crê que isso terá um fim só pode ser do tipo &#8220;me engana que eu gosto&#8221; ou faz parte do jogo só pra &#8220;inglês ver&#8221;.</p>
<p>O menino de dez anos que trabalha para o tráfico não tem a cabeça do menino que hoje fica grudado nos videosgames, luta com os dedos e só mata de mentirinha. Esse menino do tráfico daqui a pouco vai estar derrubando helicópteros da polícia e do exército, e o grande vilão dessa insanidade nada lírica chama-se <a title="Cannabis sativa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cannabis_sativa" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Cannabis_sativa?referer=');"><em>cannabis sativa</em></a>, a popular maconha, que disputa o topo das preferências dos usuários com a cocaína, sobrando pra miséria o crack, que o nome já diz tudo.</p>
<p>Tem gente muito séria trabalhando há anos no sentido de regularizar o uso da maconha; cocaína também podia ser vendida em farmácia como se vende qualquer droga, o indivíduo dá o nome e pronto. Isso mudaria tudo, e parece tão fácil porque é fácil.</p>
<p>Com a regularização das drogas só uns poucos perdem muito. Perdem as gangues mal vestidas e as gangues bem vestidas. Quem ganha somos nós todos, que nada temos a ver com essa maldita entifada,  o Estado que recolheria milhões em impostos e deixaria de encher o saco dos usuários adultos! E deus e o diabo juntos agradeceriam o Brasil que encerraria essa ponte aérea que abarrota  o céu e o inferno com tantas almas penadas ou só azaradas!</p>
<p>O crack? Ah&#8230; esse sim é um problema! O problema de um país que pensa errado, que faz errado, que se perpetua nas insanidades e nunca olhou de frente suas crianças.</p>
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		<title>O grande pequeno mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 12:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Numa festa junina, ao lado de uma fogueira, um menino pediu ao Santo João, um desses pedidos que não se faz a qualquer um, mas isso faz muito tempo, lá numa ruazinha de bairro que nem deve existir mais, e não sou nem o menino crescido, nem o João; tampouco sei qual foi o seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa festa junina, ao lado de uma fogueira, um menino pediu ao <a title="Santo João" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Baptista" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Jo_C3_A3o_Baptista?referer=');">Santo João</a>, um desses pedidos que não se faz a qualquer um, mas isso faz muito tempo, lá numa ruazinha de bairro que nem deve existir mais, e não sou nem o menino crescido, nem o João; tampouco sei qual foi o seu desejo, mas estava ao seu lado quando queimei a mão segurando uma brasa.</p>
<p>Anos depois tentei lembrar o meu pedido, mas se pedi algo nunca lembrei, sempre veio à cabeça o desastre de automóvel que consternou a minha rua, depois o destino daquele órfão indo lá pros confins de Tucuman.</p>
<p>Mudei de bairro, de cidade, de país. Os ponteiros do relógio deram milhares de voltas até meu olhar bater num rosto sombrio, de espessa e longa barba esbranquiçada, do outro lado do mundo. À  porta de uma igreja ortodoxa em Zagorvsky, o menino da minha infância parecia com essas imagens de cera ou de louça.</p>
<p>Seria possível, meu pai? Como ele se chamava mesmo? <em>“Ei&#8230;ei, cê não era lá da Rua do Oratório?” </em></p>
<p>O padre virou-se rápido e me olhou como quem olha a nada. Nem insisti, pavor tamanho no fio da memória, seus olhos cinzas e opacos eram muito diferentes daqueles que um dia conheci, e um calafrio percorreu minhas artérias. Na retina, as imagens de uma mão queimada, de crianças que riam em volta de uma grande fogueira, e a estranha sensação de que o grande mundo é só uma pequena aldeia.</p>
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		<title>O &#8220;Pós-Moderno&#8221; na Economia do Agronegócio</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 19:14:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quando se houve falar em pós-modernidade fora das artes é apenas uma maneira de dizer sobre o que é mais atual, nada a  ver com o movimento pós-moderno na arquitetura, p.ex., que rompeu com as regras do modernismo.
Na maioria do discursos  da economia do agronegócio, ouvimos muito falar sobre   &#8220;valor agregado, ecologicamente correto, manuseio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se houve falar em pós-modernidade fora das artes é apenas uma maneira de dizer sobre o que é mais atual, nada a  ver com o movimento pós-moderno na arquitetura, p.ex., que rompeu com as regras do modernismo.</p>
<p>Na maioria do discursos  da economia do agronegócio, ouvimos muito falar sobre   &#8220;valor agregado, ecologicamente correto, manuseio sustentável etc&#8221;.  Palavras que defendem o &#8220;negócio&#8221; e o planeta, mas será mesmo que têm mais conteúdo que vazios? Então vejamos em números expressivos, nem tão precisos, nem tão imprecisos que nos desvie do caminho que pisamos:</p>
<p>Bois soltos no campo &#8211; 1 kg de carne advindo de uma criação bovina de um pasto natural  vale no mercado mundial menos que a água que o boi necessita na sua vida pra produzir este 1 kg de carne, logo não é absurdo pensar no oposto:  exportamos a água sem agregar o valor da carne! Mas se o fizéssemos certamente ninguém do Primeiro Mundo compraria essa carne pelo dobro do preço, porque todos que a produzem teriam que fazer o mesmo, e isso não é uma coisa simples, mais fácil é agregar a marca, a etiqueta,  num supérfluo qualquer.</p>
<p>Bois confinados &#8211; para 1 kg de carne de um boi confinado é necessário mais ou menos 20 kg de ração balanceada, que obviamente custa menos que o 1 kg da carne. No entanto, o valor protéico dessa ração é mais ou menos 10 vezes o valor protéico de 1kg de carne. Exceto pelo sabor, isso é mais ou menos como se enfiássemos numa máquina 10 kg de proteínas e tirássemos na outra ponta 1kg da mesma proteína, o que sob certo ângulo não parece muito inteligente, muito menos ecologicamente correto. Obviamente que quem produz essa ração não é quem determina no mercado mundial, na bolsa de Londres etc., o seu preço.</p>
<p>Balanço energético: da agricultura rudimentar à modernidade passaram-se séculos até os arados motorizados,  as máquinas agrícolas de plantio e colheita, os insumos e defensivos&#8230; No agro-negócio, essa &#8220;supermodernidade&#8221; é a maximização da produtividade com o controle genético das sementes, a química sofisticada dos desfolhantes seletivos, irrigação forçada etc., sem se importar com mais nada. Assim, não interessa quantas montanhas se desmancham na produção de adubos, quantas toneladas de combustível são gastas pra isso; depois pra levá-los a grandes distâncias, espalhar os defensivos por aviões etc., e muito menos quantas mudanças isso causa no resto, desde que esse custo seja menor que o produto final. Desta forma, sob o ponto de vista não monetário, essa máquina invertida faz a proeza de gastar  6 ou 7 calorias pra produzir uma.</p>
<p>Mas o mundo dito civilizado fica admirado em ver laranjas crescerem no deserto e compara os números dessas agriculturas hodiernas com as primitivas, no entanto a agricultura atrasada e primitiva,  reprovada nos números da produtividade, usa uma caloria pra produzir duas!</p>
<p>As justificativas&#8230;</p>
<p>Ouvimos dizer que a necessidade crescente de alimentos no mundo é que faz o homem inventar fórmulas milagrosas pra melhorar a produtividade. Se isso vem na frente ou atrás das verdadeiras razões depende do ponto de vista. Pra mim o que move a ciência e a tecnologia nesse sentido não são as bilhões de bocas mais ou menos necessitadas, muito menos as muitos necessitadas, mas a ganância ilimitada de poucos cérebros. Há bem pouco tempo um consenso de especialistas sobre a fome dizia que menos que 1 bilhão de US resolveria esse problema no mundo (fome mesmo), mas o &#8220;Primeiro Mundo&#8221; não tinha como dispor desse montante! Quer dizer, não tinha até tirar da cartola uns 4 bilhões de US pra salvar&#8230;. salvar o que mesmo? Ah.. sim, salvar a si próprios.</p>
<p>Assim é, talvez alguns empresários e políticos até acreditem mesmo que estão contribuindo pra salvar o planeta quando falam em &#8220;manejo sustentável de florestas, ecologicamente correto etc &#8220;. Pode ser, não somos mesmo todos iguais. Pode ser, eu já vi muito <a title="A Casa de um cão" href="http://www.paulovilela.com.br/a-casa-de-um-cao/">cão</a> atropelado e só tenho sono  quando escuto isso.</p>
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		<title>A modernidade envelheceu com os modernistas</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 23:17:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah&#8230; Sr. Oscar Niemeyer, torço pela sua saúde, admiro sua tenacidade, seu espírito de eterno guerreiro, sua bondade com os necessitados, é mais que um grande arquiteto, construiu sua história não só pela arquitetura, mas pelas ações como ser humano. O Sr. tem um conjunto de obras como nenhum outro vivo, mas aquele “Olho” em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah&#8230; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer?referer=');">Sr. Oscar Niemeyer</a>, torço pela sua saúde, admiro sua tenacidade, seu espírito de eterno guerreiro, sua bondade com os necessitados, é mais que um grande arquiteto, construiu sua história não só pela arquitetura, mas pelas ações como ser humano. O Sr. tem um conjunto de <a title="Obras Arquitetura pós-moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras</a> como nenhum outro vivo, mas aquele “Olho” em Curitiba..! As fotos publicadas mostravam uma poesia, mas fotografias são mesmo doces mentiras, podem mostrar uma flor no campo ao lado de um soldado morto, quem saberia? De perto, esse “Olho” mais parece um peixe num pedestal enorme. Cadê a leveza com aquele pilar que ocupa um terço da obra?</p>
<p>Fiquei muito frustrado ao ver esse peixe. Obra mal feita, a concordância das curvas dos corrimãos das rampas é lastimável, na verdade aquilo é horrível. É certo que arquitetura é surpresa, e é difícil criticar alguém que é um ícone na arquitetura mundial, mas não vou guardar minha opinião num cofre.</p>
<p>Certa ocasião, num debate ao vivo, vi o arquiteto modernista, que fez o projeto da Estação da Sé do metrô de SP, quase humilhar o arquiteto <a title="Arquiteto Eolo Maia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89olo_Maia" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/_C3_89olo_Maia?referer=');">Eolo Maia</a>, que mostrava suas <a title="Arquitetura pós-moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras pós-modernas</a> lúdicas, curiosas, criativas, inseridas no espaço com rara sensibilidade. Desde então passei a olhar a “modernidade” envelhecida e cansada, díspar com o entorno, com outros olhos.</p>
<p>Caso desse “Olho” construído muitos anos depois do projeto original.</p>
<p>Independemente do valor estético, <a title="Obras Públicas" href="http://www.paulovilela.com.br/por-que-nao-fiz-obras-publicas/">obras públicas</a>, como diz o nome, são feitas com o dinheiro do povo, não dos governantes. Não adianta a dureza do concreto se vaza água aonde não deve. País tropical com o gradiente de temperatura variando até 20 graus num mesmo dia não há impermeabilização que aguente mais que uns poucos anos, e tudo tem que ser refeito.</p>
<p>O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Finlandia_Wiki.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/File_Finlandia_Wiki.jpg?referer=');">Finlândia Hall</a>, parlamento em Helsinque, de outro modernista não menos famoso, <a title="arquitecto finlandês " href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvar_Aalto" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Alvar_Aalto?referer=');">Alvar Aalto</a>, tinha em 1986, dez anos após sua morte, a fachada toda embrulhada numa tela pra não despencar o mármore de carrara, que mais parecia tábuas tortas. O mármore empenou com o frio de Helsinque. Naquele momento pensei: não muito distante dali, em São Petesburgo, os russos embrulham as estátuas de mármore com palha e madeira, esvaziam as fontes, há mais de duzentos anos pra não racharem.</p>
<p>Não faltaria observação por parte dos puristas do modernismo das leis da natureza e respeito com  o dinheiro público?  Tenho a impressão que a forma lhes basta, mas se a tecnologia das proteções e dos acabamentos não acompanhou os vôos do imaginário deles, nem eles mudaram sabendo dos problemas, está mais que na hora de se repensar esse modernismo exaurido.</p>
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		<title>Por que não fiz Obras Públicas?</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 15:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bem que tentei pela vias formais, convite nunca recebi, amigo do Rei também não sou.
Mas trabalho como arquiteto desde criança, quando fazia maquetes de cartolina das obras do arquiteto Oscar Niemeyer (Ed Copan, obras de Brasília etc.), que aliás eram bem mais fáceis do que as do engenheiro Ramos de Azevedo (Teatro Municipal de São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem que tentei pela vias formais, convite nunca recebi, amigo do Rei também não sou.</p>
<p>Mas trabalho como <a title="Arquiteto Paulo Vilela" href="http://www.paulovilela.com.br/perfil-paulo-vilela/">arquiteto</a> desde criança, quando fazia maquetes de cartolina das obras do arquiteto <a title="Oscar Niemeyer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer?referer=');">Oscar Niemeyer</a> (Ed Copan, obras de Brasília etc.), que aliás eram bem mais fáceis do que as do engenheiro <a title="Engenheiro Ramos de Azevedo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Paula_Ramos_de_Azevedo" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Paula_Ramos_de_Azevedo?referer=');">Ramos de Azevedo</a> (Teatro Municipal de São Paulo, Casas da Av. Paulista, etc.).</p>
<p>Só tinha uma tesoura sem ponta, umas cartolinas e uma cola que não grudava, e uma vocação. Diziam que tinha jeito, mas até a universidade muita coisa se passou e nem sei porque acabei num curso de Engenharia Mecânica, lá ficando até ter que desenhar à mão a rosca de um parafuso, quando me imaginei fazendo isso pro resto da vida. Mudei pra Engenharia Civil &#8212; antes desenhar escadas e telhados que parafusos!</p>
<p>Nunca gostei da Escola e seus métodos arcaicos de ensino, que me trouxeram pesadelos por anos, até  mesmo depois de formado, e lembro quando tive que tomar uma decisão e fui ao <a title="CREA" href="http://www.creasp.org.br/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.creasp.org.br/?referer=');">CREA</a> (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) ler num livrinho que as atribuições legais do Arquiteto e do eng. Civil eram as mesmas. Decidi então terminar o que já estava no fim, e acreditei que o que li fosse verdade.</p>
<p>Hoje não digo que não fosse, era uma meio verdade &#8212; podia como posso fazer tudo como arquiteto, além de calcular, projetar estruturas etc., mas quando quis entrar num concurso público não consegui me inscrever por não ter a carteirinha do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil). Tentei novamente e sempre esbarrei nessa impossibilidade, desisti, mas nunca deixei de pensar que se um Órgão de Classe enquadrasse escritores, obrigando-os, como fizeram durante anos com os jornalistas, a se diplomarem em Letras, os dois maiores escritores do país, na minha opinião, Guimarães Rosa e Euclides da Cunha, médico e engenheiro, na ordem, estariam excluídos e não poderiam publicar nada. E essa lista é bem longa.</p>
<p>Discussões à parte entre os Órgãos reguladores, penso que a formalidade que cuida da especificidade é no mínimo uma grande besteira, que só diminui o universo do homem fazendo-o pensar que sabe mais do que sabe ao subverter o verdadeiro conhecimento.</p>
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		<title>Arquitetura do Vento</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 14:42:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atrás da minha casa tinha uma árvore,
sob a árvore uma estranhíssima pedra.
Atrás da pedra uma vista cheia de nada.
Todo dia eu ia, olhava e não tinha nada.
Um dia fui pensando que não tinha nada,
tinha a sombra de uma menina sentada.
&#8212; Bom dia! Eu disse. Ela não falou nada.
&#8212; Que fazeis aí solitária? Insisti curioso,
mas só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atrás da minha casa tinha uma árvore,<br />
sob a árvore uma estranhíssima pedra.<br />
Atrás da pedra uma vista cheia de nada.</p>
<p>Todo dia eu ia, olhava e não tinha nada.<br />
Um dia fui pensando que não tinha nada,<br />
tinha a sombra de uma menina sentada.</p>
<p>&#8212; Bom dia! Eu disse. Ela não falou nada.<br />
&#8212; Que fazeis aí solitária? Insisti curioso,<br />
mas só ouvi o ruído de folhas e mais nada.</p>
<p>Era o vento agitado, que soprava e dizia<br />
que aquela menina que ia não era nada,<br />
só um esboço de folhas que desenhavam.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Admirável Mundo Novo</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 12:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De alguma forma o modernismo na arquitetura pretendeu socializar a habitação e a arte, valorizar os espaços coletivos, baratear o custo das obras retirando o supérfluo, enfim utilizando-se de recursos tecnológicos dividir melhor o &#8220;bem-estar&#8221;. Talvez ao longo dos anos algumas dessas idéias tenham se perdido, quando o &#8220;igual&#8221; do ideário se transformou no &#8220;igual&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De alguma forma o modernismo na arquitetura pretendeu socializar a habitação e a arte, valorizar os espaços coletivos, baratear o custo das <a title="Obras Arquitetura Pós-Moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras</a> retirando o supérfluo, enfim utilizando-se de recursos tecnológicos dividir melhor o &#8220;bem-estar&#8221;. Talvez ao longo dos anos algumas dessas idéias tenham se perdido, quando o &#8220;igual&#8221; do ideário se transformou no &#8220;igual&#8221; mal feito, que visou metas políticas ou de lucro fácil. E assim, como nada é eterno, o modernismo foi dando espaço a outras formas e pensamentos, e vai ocupando esse espaço meio vago, sem uma ordem formal, e por também não ter um nome apropriado chamamos de pós-moderno.</p>
<p>Alguns dizem que o homem não é centrado numa cidade pós-moderna, que pouco olha pro outro etc. E logo me recordo da ficção <span style="font-weight: normal"><a title="Admirável Mundo Novo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Admir%C3%A1vel_Mundo_Novo" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Admir_C3_A1vel_Mundo_Novo?referer=');">&#8220;O  Admirável Mundo Novo&#8221; </a></span>do Aldous Huxley, que mostra o homem mais feliz quando sem contestação nasce e vive pra cumprir funções específica, aonde ninguém puxa o tapete de ninguém nem inveja o outro, algo que imagino seja parecido com a divisão social num formigueiro. Mas tenho certeza que o autor não propôs este caminho nem em sonho porque chorou quando descendo do avião viu Brasília à época da sua inauguração.</p>
<p>Não penso que a diversidade, a liberdade de expressão em todas as suas formas isole mais o indivíduo. Talvez, dado a desigualdade econômica, exclua mais. Mas nunca acreditarei que seríamos melhores e mais felizes numa sociedade como a ficção do Huxley, isso na prática é puro facismo.</p>
<p>Agora, é consenso do homem ter um teto, e meta de qualquer governo. Por diversas razões, projetos com os conceitos modernistas são executados sistematicamente, não obstante a maioria ser capenga nos seus princípios fundamentais, temos isso aqui no Brasil e também na maior parte do mundo.</p>
<p>Mas o homem não é uma barata e não se adapta bem às situações que lhes são adversas por longa data. Ao Estado pode caber  o pensamento,  que há mais dignidade  morar num conjunto habitacional, seja qual for,  que  viver sob uma ponte. No entanto essa &#8220;dignidade&#8221; vista à distância não traduz o grau de felicidade do indivíduo.</p>
<p>Os conceitos básicos do modernismo impregnados até hoje nos mecanismos públicos sempre consideraram o homem  no coletivo, até porque é difícil ver isso de outra forma, mas cada qual é único nos desígneos da sua vida e não é factível, sem seu consentimento,  a qualquer outro escrever o seu destino, por isso a maioria não privilegiada ainda prefere morar nos seus &#8220;puxadinhos&#8221; que nos conjuntos &#8220;impessoais&#8221; feito às pressas.</p>
<p>Outra coisa são os mega-projetos modernistas,  caso da cidade planejada de Brasília, que ao fim da obra perguntaram  ao urbanista Lúcio Costa, criador da cidade,  se ele não sabia que os milhares de &#8220;candangos&#8221; ficariam por ali mesmo nas cidades satélites (cujo conceito de moradia era  o oposto da modernidade).  Ele respondeu que Brasília tinha casas pras pessoas morarem, que este era um poblema de revolução e não de arquitetura.</p>
<p>O que eu penso disso? Penso que tudo é muito difícil, vivemos numa sociedade injusta, desigual nas oportunidades, e nada que é feito no papel por meia dúzia de gatos vai ser a solução  pras muitas dúzias de ratos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que é o Pós-Moderno?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 05:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há muitas discussões e discordâncias entre os teóricos sobre a pós-modernidade. O sufixo pós significa depois, após, e em si daria um fim ao movimento modernista, que nasceu no início do século passado, e que  rompeu com a arte individual, captando os &#8220;ares&#8221; da industrialização e tecnologias crescentes.
Há arquitetos modernistas que  recusam quaisquer movimentos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitas discussões e discordâncias entre os teóricos sobre a <a title="O que é Pós-modernidade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-modernidade" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/P_C3_B3s-modernidade?referer=');">pós-modernidade</a>. O sufixo pós significa depois, após, e em si daria um fim ao movimento modernista, que nasceu no início do século passado, e que  rompeu com a arte individual, captando os &#8220;ares&#8221; da industrialização e tecnologias crescentes.<br />
Há <a title="Arquiteto Paulo Vilela" href="http://www.paulovilela.com.br/perfil-paulo-vilela/">arquitetos</a> modernistas que  recusam quaisquer movimentos que surgiram ao longo dos anos, como se nada de novo ou importante aconteceu. É evidente  que nenhum movimento tem ou teve a  força daquele, que apagou o passado. Nem por isso pode-se desprezar a existência de novas idéias.</p>
<p>O que se chama de pós-moderno é a miscelânia eclética  que já tem lá seus 40 anos, e que vê sua inspiração na história e  na humanização não coletiva ao quebrar os preceitos de massa do movimento modernista,  democratizando as possibilidades,  e trazendo o indivíduo com suas desigualdades naturais de volta ao mundo. Esse estilo sem estilo não segue regras pré-estabelecidas por nenhuma teoria que pretendeu determinar um caminho formal para o coletivo.</p>
<p>O pós-moderno recusa a industrialização robotizada, que nem barateia como se pretende, nem ajuda o planeta em nada, muito ao contrário. Não sou um teórico das artes, nem estudioso de sociologia, nem sei porque dão nomes a tudo, apenas herdei um gene anárquico que não suporta ver um indivíduo, como se fosse um enviado de deus, escolher o que é melhor a milhares. E acho deprimente  olhar a cidade e ver seus   cubos de vidro super-originais, iguaizinhos à maioria. O pós-moderno redescobriu a oficina, a janela que abre, a alegria, a cor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Casa de Arame</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 05:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje vi nascer  uma prisão.
Vi dedos ágeis,  manejando fios de aço,
tecer planos pro teu futuro, pássaro!
Penosa habilidade e paciência,
que com trapézios e balanços
tenta enganar a morte com diversão.
Distante dali, um traiçoeiro gorjeio
paralisou teu instinto, pássaro!
E numa arapuca te fez prisioneiro.
Se ao menos desconfiasses,
certamente voarias para onde
não poderiam atrapalhar teu canto.
Agora terás um novo endereço
e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vi nascer  uma prisão.<br />
Vi dedos ágeis,  manejando fios de aço,<br />
tecer planos pro teu futuro, pássaro!</p>
<p>Penosa habilidade e paciência,<br />
que com trapézios e balanços<br />
tenta enganar a morte com diversão.</p>
<p>Distante dali, um traiçoeiro gorjeio<br />
paralisou teu instinto, pássaro!<br />
E numa arapuca te fez prisioneiro.</p>
<p>Se ao menos desconfiasses,<br />
certamente voarias para onde<br />
não poderiam atrapalhar teu canto.</p>
<p>Agora terás um novo endereço<br />
e pagarás com teu grito de revolta<br />
a enfeitada jaula com comida e água.</p>
<p>Céu de tinta, paisagens emolduradas,<br />
e um novo sol com pingentes de cristal,<br />
as novas coordenadas da casa de arame.</p>
<p>Quanto mais gritares, mais te desejarão.<br />
Mas se por hábito deixares de fazer,<br />
não duvides: apressarão a tua morte!</p>
<p>A eles, pássaro, só serves para isso.<br />
Aquiete-se, então, enganará a todos,<br />
mas não deixes tuas asas atrofiarem.</p>
<p>Esquecerão de ti se pensarem que estás velho,<br />
e distraídos deixarão aberta a porta da tua prisão.<br />
Sabes por onde entra o vento?</p>
<p>Então vá, pássaro! Mergulhe fundo no azul.<br />
É sempre primavera nos arbustos e sustos,<br />
nessa inexplicável alegria do incerto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tem alguma coisa errada&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 07:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[metrópole]]></category>
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		<description><![CDATA[Tem alguma coisa errada quando se passa horas dentro de um veículo sem se desejar.
Há estatística e cálculo pra quase tudo, mas nunca vi nenhuma que se refira ao &#8220;tempo de vida médio&#8221; que se perde no trânsito.
Então vou dizer:  pra quem passa 2 hs por dia, de segunda à sexta respirando o bafo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem alguma coisa errada quando se passa horas dentro de um veículo sem se desejar.</p>
<p>Há estatística e cálculo pra quase tudo, mas nunca vi nenhuma que se refira ao &#8220;tempo de vida médio&#8221; que se perde no trânsito.</p>
<p>Então vou dizer:  pra quem passa 2 hs por dia, de segunda à sexta respirando o bafo dos outros,  gás carbônico, tetraetila de chumbo. Ou nos veículos particulares só o próprio bafo refrigerado e os dois últimos itens, fora o estresse&#8230; se viver 7O,  perdeu uns 5 ou 6  anos no trânsito.  Não perdeu porque respirou esse monte de coisas, como hipoteticamente se calcula os &#8220;anos a menos&#8221; dos fumantes, alcoólicos etc.</p>
<p>Talvez alguém não muito afeto a números e estatísticas se confunda com esse &#8220;perdeu&#8221;, então mudando as palavras,  digo:   &#8220;viveu&#8221; alegremente quase 10% de suas vidas dentro de um veículo.</p>
<p>E será que alguém já calculou os milhões de litros de combustível  gastos nessas condições?  Também que isso interessa? O departamento de trânsito, que tenta cuidar do caos, mas não cuida, não pertence ao Ministério de Minas e Energia, nem do Planejamento ou da Economia. Pra quem não sabe,  falo da cidade de S.Paulo, a cidade mais rica do país, onde tudo está ligado à  Prefeitura. Temos radares de todo tipo, câmaras, tudo bonitinho e monitorado pra nos avisar quantos quilômetros de lentidão tem a cidade a cada momento. Demais, não é mesmo?  Superdemocrático dividir conosco em tempo real os números da desordem ou incompetência.</p>
<p>As regras vão aumentando, o número de proibições, agora mesmo estão fiscalizando a poluição dos carros novos,  quer dizer auferindo a indústria automobilística. Quanto aos carros que poluem mesmo &#8230;&#8221; ah, deixa pra lá&#8221;. Tem se ouvido até novas idéias sobre rodízio&#8230;  Mas nada muda, quer dizer, muda. Só piora. Se alguém argumentar que não é só aqui, que em muitas cidades do mundo se passa o mesmo, tenho que admitir que estão certos, e repito que tem alguma errada nos nossos tempos!</p>
<p>Não trabalho com planejamento urbano, mas não posso admitir que não haja solução pra esse caos em S.Paulo, esse desperdício de vida e do planeta. A indústria não pára de vender carros, carro é objeto de desejo da maioria da população, e a maioria ainda não tem. Daqui a pouco vão proibir a circulação de veículos por dois dias, depois mais um.</p>
<p>Essas medidas são o visionário de acomodados com o pensamento ou de cérebros míopes. Outros pensam que a solução é metrô pra toda parte (falta muito pra isso). A única verdade é que  a população cresce, e as mega-soluções estarão sempre atrás dos mega-problemas. Não há outra saída que não seja penosa e dolorida, há que se ter coragem para mudanças profundas no hábito das pessoas, repensar sobre essa insanidade. E mudar. Ou a cidade diminui, nada provável, ou muda-se  o horário de funcionamento da cidade, diluindo-se o ir e vir nas 24 hs do dia. Ou outra idéia que não seja o restringir, de um lado,  o uso de veículos particulares,  e de outro incentivar a fabricação e a compra superfinanciada dos mesmos. Por que não se discute outras idéias? </p>
<p>Não havia vida noturna antes do invento da lâmpada.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Filme “A ONDA”</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/o-filme-%e2%80%9ca-onda%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 05:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curiosamente escrevi dia desses “A ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO”, onde dizia que eram autocráticas as medidas e acordos feitos até gerar a lei anti-fumo, independentemente do juízo de valor sobre o tabagismo. Busquei na memória as imagens daquelas donas de casa, que a mídia intitulou-as de “fiscais do Sarney”,  falei em outras palavras que num regime [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #333333">Curiosamente escrevi dia desses “<a title="A Arquitetura da Destruição" href="http://www.paulovilela.com.br/a-arquiteura-da-destruicao/"><span style="text-decoration: none">A ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO</span></a>”, onde dizia que eram autocráticas as medidas e acordos feitos até gerar a <a title="Lei anti-fumo" href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.leiantifumo.sp.gov.br/?referer=');"><span style="text-decoration: none">lei anti-fumo</span></a>, independentemente do juízo de valor sobre o tabagismo. Busquei na memória as imagens daquelas donas de casa, que a mídia intitulou-as de “fiscais do Sarney”,  falei em outras palavras que num regime democrático o Estado devia servir ao povo,  mas não só não o serve como o engana o tempo todo.  Não sei se as pessoas compreenderam bem as analogias e metáforas, talvez sim, talvez não.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #333333">Hoje assisti ao filme alemão “<a title="A Onda" href="http://www.youtube.com/watch?v=eHR-Yz15tuQ" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=eHR-Yz15tuQ&amp;referer=');"><span style="text-decoration: none">A ONDA</span></a>”, aonde na programação semanal o professor escolhido pra dar as aulas sobre ANARQUISMO  tem a aparência de um facista, e o professor roqueiro que teve experiências mais condizentes com a matéria foi escolhido pra dar as aulas sobre AUTOCRACIA . Este último,  mais popular evidentemente entre os jovens, começa sua aula perguntando aos alunos sobre regimes autoritários, ditaduras etc. Faz os alunos se colocarem diante de questões como “Quais as condições pra se ter um regime ditatorial?” E tem as respostas “ Desemprego, falta de nacionalismo, inflação, desinteresse geral..”  Nesse ponto, talvez a questão mais importante é quanto a negativa de todos sobre se na atual Alemanha teria espaço pra um regime autocrático.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #333333">Como se fosse um ensaio geral, algo como um psicodrama, ele põe em prática uma idéia que lê num livro e começa elegendo por votação um líder, que vai ser ele mesmo. E agindo como tal faz com que os jovens se comportem com um grau de obediência muito diferente do que estão habituados, em seguida prega a união deles como uma “força extraordinária”, que pode mudar tudo. Escolhem “A ONDA”entre os vários nomes sugeridos, e criam  um “logo”. Também decidem por uma espécie de uniforme, que os diferenciará dos demais da escola e criam um gestual de braços como um cumprimento entre eles.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #333333">Movidos por essa força grupal os alunos passam a ganhar os jogos de pólo-aquático, grafitam e espalham milhares de adesivos pela cidade e,  rapidamente, dois ou três dias, o movimento toma um rumo que foge ao controle do professor. Mas, mais importante que o envolvimento deles, a relação com seus pais, as críticas de alguns que não se interaram ao grupo, é a postura do professor, que nos faz crer que, usando uma pedagogia original, quer mostrar como é possível se chegar rapidamente a uma ordem autocrática (ele sabe das condições dos alunos com problemas familiares, desmotivados etc.).</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #333333">Mas, ao se sentir com um poder que nunca teve, parece que esquece todos os preceitos de sua vida anterior e assume até diante da mulher, também professora, essa atitude ditatorial inesperada.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #333333">Inesperada???  Bem aí me veio um final de texto, que logo fará duzentos aninhos, do anarquista russo <a title="Bakunin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin?referer=');"><span style="text-decoration: none">Bakunin</span></a>, quando diz que todos os líderes quando chegam ao poder esquecem tudo o que falaram pelo caminho, e passam a legislar em causa própria, e quem não compreende isso não entende nada da alma humana.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #333333">Eta, me lembrei do presidente Lula há uns dez anos, quando falava da falta de dignidade desses vales (leite, transporte etc), criados com a inequívoca função eleitoreira, que lembrava, a ele, os portugueses trocando com os aborígenes os tais espelhinhos e bugigangas, e agorinha, dia desses,  ele falando dos imbecis que não entendem a importância da sua genial criação chamada bolsa famíla, que obviamente nada tem de eleitoreiro.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #333333">Que eu vou dizer pros meninos aqui da minha rua?</span></strong></p>
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		<item>
		<title>Funcionalidade e estética andam juntas na arquitetura?</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-funcionalidade-estetica/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 04:21:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a casa de arame]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[estética]]></category>
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		<description><![CDATA[A finalidade básica da arquitetura é dar ao homem abrigo das intempéries, do calor ou frio excessivos, e  também conforto estético se possível, mas essa questão é muito ampla e  subjetiva,  porque cada homem é absolutamente único e porque o belo não é um conceito universal, creio que um  pigmeu daria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A finalidade básica da arquitetura é dar ao homem abrigo das intempéries, do calor ou frio excessivos, e  também conforto estético se possível, mas essa questão é muito ampla e  subjetiva,  porque cada homem é absolutamente único e porque o belo não é um conceito universal, creio que um  pigmeu daria nota zero a qualquer miss universo. Não obstante, quem consegue  passar do básico e chegar à uma moradia propriamente dita, a seu modo enfeita-a, pinta com as cores do seu agrado, põe pedras no entorno etc., o que me faz pensar que, de alguma maneira, estética faz parte da vida de todos. Mas, certamente, não é o principal para a maioria.</span></p>
<p>Por mais belo que seja um teto, um telhado,  se chove dentro não cumpre sua função básica. O mesmo vale para uma casa muito fria, úmida ou quente demais, que expulsa seu morador, porque teve aberturas mal pensadas, e que  só pode ser corrigida com o uso de fontes  externas de energia, e em alguns caso nem pode. E nessa questão témica a maioria das <a title="Arquitetura Pós Moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras</a> é inadequada, principalmente as chamadas &#8220;inteligentes&#8221;, que com  tecnologia de ponta inventam ambientes confortáveis ao homem, mas no  fundo  são as mais   &#8220;burrinhas&#8221;, porque num planeta com recursos finitos, a meu ver, inteligente é o que guarda, não o que esbanja energia .</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Casa Fácil</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 06:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[estilo]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Casa fácil não tem. Tem casa mal feita.
Não importa o estilo, tamanho, o tempo pra se fazer ou  o custo,  uma obra é sempre uma obra e depende de várias pessoas. Não digo que o planejamento de uma construção seja inútil, mas obras não são executadas por  tabelas coloridas nem podem ser feitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Casa fácil não tem. Tem casa mal feita.</p>
<p>Não importa o estilo, tamanho, o tempo pra se fazer ou  o custo,  uma <a title="Arquitetura Pós Moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obra</a> é sempre uma obra e depende de várias pessoas. Não digo que o planejamento de uma construção seja inútil, mas obras não são executadas por  tabelas coloridas nem podem ser feitas num escritório. Obras  são realizadas por pessoas que usam mais as mãos que os dedos, e de nada vale um bom planejamento se os envolvidos diretamente  na construção não tiverem <strong>qualidade</strong>. Quem estiver pensando em construir preocupe-se mais em olhar os que vão pôr a mão na massa. Sem um encarregado, um mestre, que saiba ler uma planta, um eletricista consciente da sua função etc., independentemente de todos os outros fatores, dor de cabeça na certa. Dinheiro se gasta igual e é muito mais fácil fazer mal feito.</p>
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