O filme “ALICE…”
Tim Burton, o cavaleiro do apocalipse, do mundo torto e sem graça.
Ainda não havia visto nenhum filme deste que há algumas semanas bateu o recorde de visitantes no museu de arte moderna de NY com sua exposição, e que é o atual presidente do juri do Festival de Cannes. Então fui assistir o ALICE, história mais que centenária do matemático Lewis Carroll, que faz parte do imaginário de crianças em todos os tempos.
Pensei que fosse ver uma releitura de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, que já teve muitas, menos ao pé da letra um livro filmado com os bichinhos criados em 3D, nada além disso. Um filme pra crianças, de final feliz, aonde o Mal perde para o Bem, só menos babaca que os do Disney, porque é Lewis Carroll.
Se é mesmo pra crianças, paro por aqui, é bonitinho e tem uma arquitetura de imagens compatível com as novas tecnologias. Agora, se não é só pra crianças, se esta é a revolução que se diz tão profunda quanto foi do cinema mudo para o falado, ou do P&B para o colorido, e o Tim Burton é o verdadeiro representante desta mudança… morri, mas diferente de ALICE ainda sinto a pele quando me belisco.
Vão me xingar os milhares de adultos que ajudaram a bater esses recordes de visitação e bilheteria. Gosto de criatividade e imaginação, quase nada que presta é aritmética simples, pode não ter história, pode ser suave, violento, maniqueísta, mas me frustrei com esse ALICE quadradinho, que fazer?
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