Perfil

Nasci em em São Paulo em 1950.

Dei aulas sobre Meio Ambiente durante alguns anos numa universidade e também trabalhei em empresa pública na mesma área, mas não ajudei a salvar o planeta nem com as aulas, nem depois com as obras.

Estive em muitos países, muitos desertos, quase todos os museus, vi muitas igrejas, e sei quem eu não sou e de que lado estou. Em três décadas fiz mais ou menos duzentas obras, algumas muito simples e econômicas, outras sofisticadas e caras, quase todas residências, poucas comerciais, e uma pequena igreja católica de periferia construída pela comunidade.

Usei técnicas construtivas diferentes: estruturas de madeira, metálica, autoportantes, mistas. Muitas, mas nem todas, utilizei de tijolos de demolições ou revestidas com eles, por conferirem uma textura única e, principalmente, por substituir revestimentos sintéticos. Em lugar dos “acrílicos” muitas vezes usei só pó de tijolo com agregantes, pinturas que permanecem há muitos anos.

Falar da minha formação profissional é não falar dos anos de inutilidade dos bancos escolares, essa oficial  desinformação em engenharia civil e arquitetura, mas que me deu um CREA e a possibilidade de trabalhar socialmente dentro das regras.

Não se aprende nada que, de alguma forma, já não se sabe, só não se sabe que se sabe. Eu, por exemplo, não nasci pra usar lapiseira, logo não aprendi a usar lapiseira, porque desde criança sempre foi mais fácil fazer tudo em 3D.

Meu desenho vem do conflito, do desentendimento, da curiosidade,  do pisar em muitas terras, da literatura, do cinema, do olhar, do sofrimento. Tudo desse mundo me interessa tanto quanto também dou a mínima, dependendo do quando, do aonde, e do se vale à pena.

Dizem que sou pós-moderno, mas sei que não me enquadro bem em nada,  tampouco sou um especialista, bem ao contrário, não gosto da especificidade, que só faz o homem pensar que sabe, subvetendo o conhecimento.

Minhas obras são ecléticas, e mesmo diante de um plano familiar pra se levar à risca, tudo pra mim nasce de fora pra dentro, de forma quase mimética, quando do alto vejo uma pequena cidade dentro da cidade. A originalidade fica por conta que esta cidadela não se assemelha a nenhuma. Talvez essa seja a minha impressão digital, que chamam de estilo.

Penso que todas as discussões do planeta, sejam elas sobre arte, de natureza econômica/social, religiosa ou filosófica, disfarçadas ou não em preconceitos, podem ser enquadradas (não reduzidas) num único denominador comum, “o eu gosto, o eu não gosto..”

Copyright © 2012 Paulo Vilela. Todos os direitos reservados.
(11) 5975-4128
(11) 9622-7051
FG Solutions - Marketing Digital