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	<title>Paulo Vilela &#187; anarquismo</title>
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	<description>Arquiteto Pós-moderno</description>
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		<title>Nós vivemos numa Democracia?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 22:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governo do povo, pelo povo, para o povo (Abraham Lincoln). Meu pai gostava tanto desse homem, que na cabeceira da cama em vez de um retrato de família ou de minha mãe, tinha um “bico de pena” do distinto.
Então, obviamente, ouvi histórias e mais histórias desse senhor e da Mary Todd, sua mulher. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governo do povo, pelo povo, para o povo <a title="Abraham Lincoln" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Lincoln" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Lincoln?referer=');">(Abraham Lincoln).</a> Meu pai gostava tanto desse homem, que na cabeceira da cama em vez de um retrato de família ou de minha mãe, tinha um “bico de pena” do distinto.</p>
<p>Então, obviamente, ouvi histórias e mais histórias desse senhor e da <a title="Mary Todd Lincoln" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Todd_Lincoln" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Todd_Lincoln?referer=');">Mary Todd</a>, sua mulher. Não sei aonde ele lia, se inventava, muitas delas nunca pude confirmar. O que importa é que ele falava sobre  democracia (palavra que veio do grego <strong><em>demos</em></strong>, que significa povo).</p>
<p>Este sistema político que é praticado pela maioria das nações, que tem o povo soberano sobre o poder legislativo e o executivo, que é mais ou menos o mesmo que dizer, que o povo é<strong> </strong>o “rei”, e o Estado o “súdito”, não o oposto.</p>
<p>Os princípios e as práticas que regem o sistema democrático, entre tantos preceitos, visam a liberdade do homem. Obviamente esse é um caminhar longo de aprendizagem, de tolerância, com tropeços, idas e vindas. Alguns povos estão mais próximos, outros nem tanto, mas entre democracia e a autocracia, que é o oposto, há muitas variantes, algumas que fazem parecer que um é o outro e vice-versa.</p>
<p><a title="Mahatma Gandhi" href="Mahatma Gandhi" target="_blank">Ghandi </a>disse que a intolerância é uma violência que afasta o homem da compreensão do espírito democrático, mas ele não disse que a corrupção generalizada do legislativo e do executivo leva o homem ao desinteresse em vez da participação. No seu tempo este não era o maior problema, mas se o “rei” não participa verdadeiramente das decisões, os “súditos” tomam conta de tudo e fazem o que querem.</p>
<p>Enquanto o voto for obrigatório, tivermos Senado (essa bobagem que nos custa muito, inventada lá nos states por motivos nada louváveis), e pior ainda, quando um senador que representa 8 milhões de eleitores  tem o mesmo peso de decisão daquele que representa só alguns milhares. Ou ainda, o deputado da União que representa uma multidão sem rosto, que também não tem acesso a ele,  nem sabe aonde mora&#8230;</p>
<p>Não, não sei bem o que temos,  mas por hora, ao menos, democracia não é.</p>
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		<title>Por que é difícil o pensar?</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 03:39:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Má educação:
A escola não vem em primeiro lugar, é  como a &#8220;tia&#8221; rabugenta que quase ninguém gosta, mas visitá-la é obrigatório por Lei, ao menos até certa idade.
A TV também não vem em primeiro lugar, e não é obrigatória, mas tornou-se indispensável. Entrou pela porta da frente e hoje é parte da família de quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Má educação:</strong></p>
<p><em>A</em> escola não vem em primeiro lugar, é  como a &#8220;tia&#8221; rabugenta que quase ninguém gosta, mas visitá-la é obrigatório por Lei, ao menos até certa idade.</p>
<p>A TV também não vem em primeiro lugar, e não é obrigatória, mas tornou-se indispensável. Entrou pela porta da frente e hoje é parte da família de quase todos os lares. A TV é como o &#8220;padrinho&#8221; proseador, que é sempre bem vindo com suas lorotas e veleidades. Raros são os que não tem esse &#8220;padrinho&#8221;, e eu me incluo nesse lapso.</p>
<p>O Estado&#8230; ah, esse é o verdadeiro &#8220;paizão&#8221;, mas também não é o primeiro da fila. Ele é que olha o que é certo e errado e faz as Leis que regem nossa conduta. Fomos adotados precoce e perenemente, mas  nós que o sustentamos. Pede dinheiros emprestado,  pede dado, rouba&#8230; que importa? Afinal, tem que alimentar os presidiários, pagar o salário dos seus enteados, cuidar da saúde, educação e segurança de todos os filhos da pátria, e mesmo senil,  caloteiro, trânsfugo e mercenário, não temos como dispensá-lo.</p>
<p>Agora &#8220;mãe&#8221; é mãe! É com certeza a primeira da lista, dela ninguém se livra mesmo. A  marca da coleira fica pra sempre. Os enforcadores vêm depois com a &#8220;titia&#8221; rabugenta e o &#8220;padrinho&#8221; falante.  Focinheira, correntes&#8230; ops, isso é coisa do &#8220;paizão&#8221;!</p>
<p>Eta  família predadora! Com essa formação desastrada, nem metáfora de cachorro escapa: se rói a cordinha e resove respirar outros ares, morre atropelado na primeira esquina. Tem exceções, claro, como em tudo. Tem cachorro que olha pra atravessar a rua.</p>
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		<title>O Filme “A ONDA”</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 05:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curiosamente escrevi dia desses “A ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO”, onde dizia que eram autocráticas as medidas e acordos feitos até gerar a lei anti-fumo, independentemente do juízo de valor sobre o tabagismo. Busquei na memória as imagens daquelas donas de casa, que a mídia intitulou-as de “fiscais do Sarney”,  falei em outras palavras que num regime [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #333333">Curiosamente escrevi dia desses “<a title="A Arquitetura da Destruição" href="http://www.paulovilela.com.br/a-arquiteura-da-destruicao/"><span style="text-decoration: none">A ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO</span></a>”, onde dizia que eram autocráticas as medidas e acordos feitos até gerar a <a title="Lei anti-fumo" href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.leiantifumo.sp.gov.br/?referer=');"><span style="text-decoration: none">lei anti-fumo</span></a>, independentemente do juízo de valor sobre o tabagismo. Busquei na memória as imagens daquelas donas de casa, que a mídia intitulou-as de “fiscais do Sarney”,  falei em outras palavras que num regime democrático o Estado devia servir ao povo,  mas não só não o serve como o engana o tempo todo.  Não sei se as pessoas compreenderam bem as analogias e metáforas, talvez sim, talvez não.</span></p>
<p><span style="color: #333333">No filme alemão “<a title="A Onda" href="http://www.youtube.com/watch?v=eHR-Yz15tuQ" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=eHR-Yz15tuQ&amp;referer=');"><span style="text-decoration: none">A ONDA</span></a>”, aonde na programação semanal o professor escolhido pra dar as aulas sobre ANARQUISMO  tem a aparência de um facista, e o professor roqueiro que teve experiências mais condizentes com a matéria foi escolhido pra dar as aulas sobre AUTOCRACIA . Este último,  mais popular evidentemente entre os jovens, começa sua aula perguntando aos alunos sobre regimes autoritários, ditaduras etc. Faz os alunos se colocarem diante de questões como “Quais as condições pra se ter um regime ditatorial?” E tem as respostas “ Desemprego, falta de nacionalismo, inflação, desinteresse geral..”  Nesse ponto, talvez a questão mais importante é quanto a negativa de todos sobre se na atual Alemanha teria espaço pra um regime autocrático.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Como se fosse um ensaio geral, algo como um psicodrama, ele põe em prática uma idéia que lê num livro e começa elegendo por votação um líder, que por votação acaba sendo  ele mesmo. Agindo como tal faz com que os jovens se comportem com um grau de obediência muito diferente do que estão habituados, em seguida prega a união deles como uma “força extraordinária”, que pode mudar tudo. Escolhem “A ONDA”entre os vários nomes sugeridos, e criam  um “logo”. Também decidem por uma espécie de uniforme, que os diferenciará dos demais da escola e criam um gestual de braços como um cumprimento entre eles.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Movidos por essa força grupal os alunos passam a ganhar os jogos de pólo-aquático, grafitam e espalham milhares de adesivos pela cidade e,  rapidamente, dois ou três dias, o movimento toma um rumo que foge ao controle do professor. Mas, mais importante que o envolvimento deles, a relação com seus pais, as críticas de alguns que não se interaram ao grupo, é a postura do professor, que nos faz crer que, usando uma pedagogia original, quer mostrar como é possível se chegar rapidamente a uma ordem autocrática (ele sabe das condições dos alunos com problemas familiares, desmotivados etc.) Mas ao se sentir com um poder que nunca teve esquece todos os preceitos de sua vida anterior e assume até diante da mulher, também professora, essa atitude ditatorial inesperada.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Inesperada???  Bem aí me veio um final de texto, que logo fará duzentos aninhos, do anarquista russo <a title="Bakunin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin?referer=');"><span style="text-decoration: none">Bakunin</span></a>, quando diz que todos os líderes quando chegam ao poder esquecem tudo o que falaram pelo caminho, e passam a legislar em causa própria, e quem não compreende isso não entende nada da alma humana.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Eta, me lembrei do presidente Lula há uns dez anos, quando falava da falta de dignidade desses vales (leite, transporte etc), criados com a inequívoca função eleitoreira, que lembrava, a ele, os portugueses trocando com os aborígenes os tais espelhinhos e bugigangas, e agorinha, dia desses,  ele falando dos imbecis que não entendem a importância da sua genial criação chamada bolsa famíla, que obviamente nada tem de eleitoreiro.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Que eu vou dizer pros meninos aqui da minha rua?</span></p>
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		<title>Arquitetura da Miséria</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 13:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Costa Amalfitana, estradinha pra Vítrio, encosta apinhada de pequenas casas e pés de limão, uma das paragens mais lindas do mundo.
Campo Limpo em SP, estrada de M´Boy Mirim, amontoado de pequenas casas cinzas, cor da miséria,  uma das paragens mais horríveis do mundo.
Com a sensibilidade que vai além da visão embotada pelo preconceito, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costa Amalfitana, estradinha pra Vítrio, encosta apinhada de pequenas casas e pés de limão, uma das paragens mais lindas do mundo.</p>
<p>Campo Limpo em SP, estrada de M´Boy Mirim, amontoado de pequenas casas cinzas, cor da miséria,  uma das paragens mais horríveis do mundo.</p>
<p>Com a sensibilidade que vai além da visão embotada pelo preconceito, e sem o <a title="O que é Sincretismo?" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincretismo" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Sincretismo?referer=');">sincretismo</a> simplório que mistura tudo, a arquitetura da miséria tem lá suas semelhanças com a Costa Amalfitana. Como aquela, também não segue as normas fixadas pelos doutos que criam os parâmetros do urbanismo.  É anárquica em todos os sentidos, porque também não segue as regras formais da construção, nasce de uns riscos no chão, sobe rápido porque é simples, tudo perfeitamente de acordo com um único parâmetro &#8212; a necessidade e a  falta de recursos.</p>
<p>Ao contrário da arquitetura formal, onde o engenheiro e o <a title="Arquiteto Paulo Vilela" href="http://www.paulovilela.com.br/perfil-paulo-vilela/">arquiteto</a>, além, claro, do proprietário, quebram a cabeça pra criarem um dormitório a mais, levando em conta os acessos, as leis etc., a arquitetura da miséria é extremamente dinâmica, e é modificada a cada rebento que nasce, quase uma “obra aberta”. Houvesse uma palavra que definisse esse estilo <em>sem estilo</em>, poderia ser a “arquitetura do puxadinho”.</p>
<p>Não dá certo escada por dentro, come o espaço da TV? Sem problemas&#8230; escada pra fora.  Chove quando sobe? Sem problemas&#8230; mais um “puxadinho”.</p>
<p>Mais original que as <a title="Obras Arquitetura Pós-Moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras</a> da realeza, esse conjunto cinza de blocos de cimento e telhas de fibro-cimento, sem acabamento, sem detalhes, que sobe e desce montanhas, é horrível no seu todo não por falta de criatividade,  falta cor!</p>
<p>Imagino se em vez de se colocar tapumes nas avenidas pra esconder os “puxadinhos”, como fez o Lacerda no Rio de Janeiro,  o Estado transferisse recursos inúteis, como por exemplo,  do Senado. Ou os bancos fizessem um esforcinho&#8230; Imagino todos os milhares de “puxadinhos” do país com paredes rebocadas e pintadas com a cor da vontade de cada um&#8230;  E teríamos uma estética anárquica, que fugiria da mesmice,  única no mundo dado as proporções. Cor é alegria, bem estar, transforma as pessoas, e isso não é uma gozação, muito menos uma piração, mas alguém vai dizer que é tampar o sol com a peneira, que o problema é muito mais em baixo num país que falta tudo, como se eu não soubesse.</p>
<p>Num Estado de parlamentares e governantes meia-bocas estamos muito longe de substituir os &#8220;puxadinhos&#8221;  por algo mais digno, não obstante há leis de incentivo à cultura, museus, estátuas em praças públicas. O que é esse esforço estético se não para o deleite da alma humana, enfeites que encantam ou enfeitiçam, que têm o poder de transformação? Então por que não colorir e dar vida aos &#8220;puxadinhos&#8221;?</p>
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