<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Paulo Vilela &#187; caráter</title>
	<atom:link href="http://www.paulovilela.com.br/tag/carater/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.paulovilela.com.br</link>
	<description>Arquiteto Pós-moderno</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 21:45:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.1</generator>
		<item>
		<title>Arquitetura é coisa de arquiteto&#8230;</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-e-coisa-de-arquiteto/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-e-coisa-de-arquiteto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 May 2011 01:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
		<category><![CDATA[anacrônico]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=1203</guid>
		<description><![CDATA[E no mundo atual só há três tipos de arquitetos, aliás quatro. &#8211; Os que fazem os megaprojetos cheios de tecnologia, que enchem as mídias e encantam o mundo moderno, quase sempre financiados pelo dinheiro público ou de algum esdrúxulo magnata;. &#8211; Os que, funcionários de grandes escritórios ou autônomos, projetam edifícios comportados para incorporadoras, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E no mundo atual só há três tipos de arquitetos, aliás quatro.</p>
<p>&#8211; Os que fazem os megaprojetos cheios de tecnologia, que enchem as mídias e encantam o mundo moderno, quase sempre financiados pelo dinheiro público ou de algum esdrúxulo magnata;.</p>
<p>&#8211; Os que, funcionários de grandes escritórios ou autônomos, projetam edifícios comportados para incorporadoras, e vez por outra enfiam umas firulas e brilhos, que os tornam super originais, iguaizinhos à maioria;</p>
<p>&#8211; Aqueles que se esforçam pra serem percebidos nos seus arrojados projetos, mas limitados pela timidez dos investimentos fazem pequenas obras comerciais ou residenciais e não raras vezes ficam nos sonhos dos rascunhos ou maquetes;</p>
<p>&#8211;  Por fim, habilidosos ou não, criativos ou não, talentosos ou não&#8230; o resto, a grande maioria da multidão que escolheu como profissão a arquitetura, ou é empregado público e passa a vida pondo e tirando o paletó da cadeira, ou gasta a vida fazendo o que não deseja numa empresa; ou é autônomo e faz o que aparece, se aparece.</p>
<p>Claro que essa divisão não é exata, nem há nenhuma novidade nisso, com a medicina, p.ex. é mais ou menos a mesma coisa, onde os expoentes não saem da mídia e o resto é empregado dos Planos de Saúde ou servidor público, e por aí vai. Mas com arquitetura é diferente, é arte que envolve literalmente o ser humano, é desafio, e não creio que alguém que tenha escolhido esta profissão, cuja característica principal não é a repetição se sinta equilibrado fazendo nada, ainda que esse nada não seja verdadeira e exatamente o vazio.</p>
<p><span style="color: #888888"><span style="text-decoration: underline"><span style="color: #000000">Vai construir, comprou uma casa velha, um apartamento caindo aos pedaços&#8230; consulte sempre um arquiteto! </span></span></span> Vi isso escrito em algum lugar que não era o para-choque de um caminhão, talvez no vidro traseiro de quem andava na minha frente, não importa, aviso inútil que não vai mudar nenhum destino.</p>
<p><em>“Pra que gastar uma grana se eu posso fazer sozinho?”</em></p>
<p><em>“Ops, eu tenho um amigo que é engenheiro e vem dar uma olhada&#8230;&#8221;<br />
</em></p>
<p><em>“Minha prima já mexeu com obra, ela leva jeito&#8230;”</em></p>
<p><em>“Nem morto! Na última vez que usei um arquiteto quase saímos no tapa&#8230;”</em></p>
<p><em>“Jo soy un arquitecto nacido&#8230;”</em></p>
<p>Se os autônomos escapam disso, dão graças aos céus que têm <span style="text-decoration: underline">algo</span> pra fazer e poderão dar de comer aos cães ou filhos, caso os tenham, mesmo que esse <span style="text-decoration: underline">algo</span> seja um quase nada em arquitetura.</p>
<p>Isso são elocubrações, mas dia desses conversando com um cara que vendia tumbas&#8230; Ops, tumbas? Não, não é bem isso, vendia coordenadas de um novo cemitério. Falei que deixei uma ordem para ser cremado, que só precisava de uma urna, e temporária. Ele riu e disse que urna ele não vendia. Isso foi por telefone, nem vi a cara do sujeito, mas era um tipo simpático, falou que era corretor da morte, mas pra eu não confundir com “corretor de morte”, que ele era arquiteto e cansou de não fazer nada durante anos numa construtora e pensou que estava na hora de fazer alguma coisa útil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-e-coisa-de-arquiteto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Para poucos, para raros, para loucos&#8221;</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/para-poucos-para-raros-para-loucos/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/para-poucos-para-raros-para-loucos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 18:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
		<category><![CDATA[cão]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[tenacidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=1072</guid>
		<description><![CDATA[Vez por outra me visita algo do existencialismo de Sartre&#8230;  Há os que sentem mais dor, seja pela compreensão da nossa insignificância diante de respostas que não satisfazem, da intolerância humana etc., mas igualmente, e tão fundo, a estes, também pode caber um prazer sem limites. O que seria o “para poucos, para raros, para loucos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vez por outra me visita algo do existencialismo de Sartre&#8230;  Há os que sentem mais dor, seja pela compreensão da nossa insignificância diante de respostas que não satisfazem, da intolerância humana etc., mas igualmente, e tão fundo, a estes, também pode caber um prazer sem limites.</p>
<p>O que seria o “para poucos, para raros, para loucos ” do Stepenwoolf do Hesse? Mas o homem é um bicho no mínimo estranho, que morre com o peso do desentendimento, pela doença crônica que inventou;  julga com base na sua ignorância diante do universo, gosta de mandar e se fazer obedecer, sente prazer por se achar superior, e muito infeliz quando não consegue seu intento, que o faz pensar e escrever coisas ridículas.</p>
<p>A maioria não sabe bem o que fazer quando se vê diante de atitudes que não aprenderam nas cartilhas. Lembro de muitos assim. Um deles, pra me dizer algo simples, repetiu em poucas linhas mais de vinte vezes <strong><em>“Está claro isso&#8230; está claro aquilo..”</em></strong> Como se eu não soubesse ler, ou não quisesse ou não pudesse entender sua insegurança.</p>
<p>Como manter  “na marra” alguém na sua vida usando regras burocráticas, combinações esdrúxulas, quando o outro não confia, se a base de qualquer relacionamento é a confiança, que mais cedo ou mais tarde é o que sempre vai pesar?</p>
<p>No seu “Elogio a Loucura”, Erasmo de Roterdã fala sobre a  maneira particular que cada qual sente as dores decorrentes dos desentendimentos, o comportamento que envolve o hábito, regras sociais etc., quando alguns não se importam, uns se matam, outros matam todos envolvidos, mas uma pedrada na cabeça dói indiscriminadamente a qualquer um.</p>
<p>Esperança é só algo macabro de quem, derrotado, não tem aonde se agarrar. O lutar pelo que se deseja não é essa esperança tola de quem se ajoelha e pede a deus ou torce pra que o destino lhe seja favorável. Lutar, quando se trata de sentimentos, significa usar a energia para compreender as entrelinhas, não para julgar os atos que podemos não entender, e essa luta está longe de um “vale-tudo” cujo prêmio pelo esforço nem é a soberba, nem a humilhação ou desprezo. O tempo, o caminho e suas pedras é o que nos fará melhores, se estamos preparados.</p>
<p>Não fui eu quem chamou o lugar que vivo de paraíso, por ser um lugar lindo ou por referência ao Cinema Paraíso, mas isso não importa, o paraíso é só uma imagem, uma sensação. Não acrescentei um copo de água às fontes, nem morro de orgulho pelo que construí ao longo dos anos, feliz sou pelo que tem de vivo à minha volta: meia dúzia de amigos, uns vira-latas, uma criança, e uma mulher incrível que me fez ver a vida diferente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/para-poucos-para-raros-para-loucos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SACRIFÍCIO</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/sacrificio/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/sacrificio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 17:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
		<category><![CDATA[anacrônico]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=1064</guid>
		<description><![CDATA[Em  O SACRIFÍCIO do cineasta russo Andrei Tarkovski,  um professor de filosofia planta uma árvore morta na beira do mar com a ajuda do filho, enquanto conta ao menino que no norte do país um monge manda  seu discípulo todos os dias regar uma árvore seca, até que um dia ela aparece florida. Ele não diz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em  O SACRIFÍCIO do cineasta russo <a title="Andrei" href="http://www.grupoestacao.com.br/arquivo/mat1999/festival/catalogo/tarkovsky.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.grupoestacao.com.br/arquivo/mat1999/festival/catalogo/tarkovsky.html?referer=');">Andrei Tarkovski</a>,  um professor de filosofia planta uma árvore morta na beira do mar com a ajuda do filho, enquanto conta ao menino que no norte do país um monge manda  seu discípulo todos os dias regar uma árvore seca, até que um dia ela aparece florida. Ele não diz que a árvore brotou, que surgiram folhas&#8230; simplesmente floriu! E segue falando ao atento menino “Tenho a impressão que se repetirmos um gesto, no mesmo horário, todos os dias, algo vai incomodar o universo&#8230;”</p>
<p>Quem pôde ver <a title="verdades e mentiras" href="http://blog.joaomattar.com/2010/01/07/verdades-e-mentiras-f-for-fake-orson-welles/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/blog.joaomattar.com/2010/01/07/verdades-e-mentiras-f-for-fake-orson-welles/?referer=');">VERDADES E MENTIRAS</a> de Orson Wells fica incrédulo.  Há muitos caminhos possíveis para a vida, e não é preciso entender mais que uma formiga quando sente o cheiro do veneno que dizimará sua família, ou como funciona um motor à explosão, a fusão do átomo, a cabeça de um político de carreira, a ‘gravidade’ que mantém um homem em pé apesar da velocidade da superfície do planeta, tampouco é preciso decifrar enigmas, entender o Ulisses de Joyce ou escalar o Everest para sentir alegria e ter a sensação de felicidade. Sabedoria é só um termo inútil diante do Desconhecido.</p>
<p>Kurosawa questiona o que é a verdade em RASHMOON ao mostrar numa série de planos, que só existe a verdade de cada um, que não há verdade absoluta.</p>
<p>Haveria na natureza algo de tão certo e definitivo que possa desmentir isso? Não creio, mas independentemente de verdades ou mentiras, a sensação de felicidade na plenitude só é possível quando preenchemos o vazio com sacrifício, sem o quê, o que vem fácil, vai igual. Como em tudo, ingresso ao paraíso tem seu preço.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/sacrificio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MERETÍSSIMAS FILHAS DE EVA</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/meretissimas-filhas-de-eva/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/meretissimas-filhas-de-eva/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Dec 2010 11:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[anacrônico]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[problema social]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=1014</guid>
		<description><![CDATA[Então a juíza me perguntou se era culpado. &#8212; Claro que não, Meretíssima! &#8212; A acusação diz que vc é o único responsável pela gordura mórbida da funcionária registrada em seu nome. &#8212; Mas eu não tenho nada a ver com isso, Meretíssima! Quase não tenho fome, como a obrigaria comer? &#8212; Por que então [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então a juíza me perguntou se era culpado.</p>
<p>&#8212; Claro que não, Meretíssima!</p>
<p>&#8212; A acusação diz que vc é o único responsável pela gordura mórbida</p>
<p>da funcionária registrada em seu nome.</p>
<p>&#8212; Mas eu não tenho nada a ver com isso, Meretíssima! Quase não tenho fome, como a obrigaria comer?</p>
<p>&#8212; Por que então mantém sua geladeira cheia de doces se não os come? Não será a prova da culpa?</p>
<p>&#8212; Mas Dra&#8230;</p>
<p>&#8212; Meretíssima!!!</p>
<p>&#8212; Sim, Meretíssma, esses doce e bolos é ela mesmo quem os faz&#8230;</p>
<p>&#8212; Sem o seu pedido?</p>
<p>&#8212; Claro, Meretíssima, não fico ali ao lado dela, não a vejo fazendo, muito menos comendo, só noto que eles existem quando abro a geladeira, e que somem como mágica&#8230;</p>
<p>&#8212; Então acompanha o desaparecimento deles?</p>
<p>&#8212; Sim,  de certa maneira, sim, como disse.</p>
<p>&#8212; Mas se não se interessa por doces por que compra farinha, creme de leite, açúcar&#8230;?</p>
<p>&#8212; Não sou eu quem faz as compras, Sra. Dra. Juiza Meretíssima e o Esquimbau! É ela quem faz o supermercado!</p>
<p>&#8212; Culpado!!!  O réu desacatou a autoridade da Justiça. Dispensadas as testemunhas! O réu deve pagar a operação de estômago, os encargos públicos, os salários integrais, fundo de garantia, INSS, pelo tempo de recuperação da vítima.  Cumpra-se o veredicto!</p>
<p>&#8212; Mas Dra&#8230;</p>
<p>&#8212; Uma palavra mais e mando lhe prender!</p>
<p>Cadeia é pessimo!  Paguei a operação da atávica faminta, os encargos, salários etc. Ela ficou seis meses me ligando dizendo que estava mal, que não dava pra trabalhar, que comia e tinha vontade de vomitar.</p>
<p>Um dia ela voltou sorridente, mas logo ficou de mal-humor quando viu que em casa não tinha nada. Trabalhou uma semana e pediu as contas.</p>
<p>A próxima moça que arrumei fiz entrar pela porta da frente, mostrei-lhe os quartos, a sala&#8230; mas assim que entramos na cozinha, espantada, cara de fantasma, logo me perguntou: “O Sr. não tem geladeira?”</p>
<p>&#8211; Não, tem algum problema?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/meretissimas-filhas-de-eva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sra. TELEFONICA</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/sra-telefonica/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/sra-telefonica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Oct 2010 00:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[anacrônico]]></category>
		<category><![CDATA[anarquismo]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[problema social]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=948</guid>
		<description><![CDATA[Sra Telefonica, Sei que trabalhas em domicílio, apesar de ter o próprio bordel, mas como não faz nada por amor, nem por miseridicórdia, e só trabalha por dinheiro&#8230; Nem gosto, e não sei se devo, mas outro nome não encontro pra chamá-la, que não seja mesmo o de puta sem vergonha, e falo assim porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&gt;  120 1152x900  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--><!--[if gte mso 10]&gt; &lt;!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:&quot;Tabela normal&quot;; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:&quot;&quot;; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:&quot;Times New Roman&quot;; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Sra Telefonica,<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Sei que trabalhas em domicílio, apesar de ter o próprio bordel, mas como não faz nada por amor, nem por miseridicórdia, e só trabalha por dinheiro&#8230;<span> </span>Nem gosto, e não sei se devo, mas outro nome não encontro pra chamá-la, que não seja mesmo o de puta sem vergonha, e falo assim porque certamente nessa profissão há as que têm caráter. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Vieste de longe já afrontando nossa língua, onde toda proparoxítona é acentuada, mas tu, cheia de “nove horas”, inventaste a exceção!<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Entraste na minha casa a meu pedido, mas como qualquer rameira que se preze cobras por tudo: cobras conta, cobras speed, cobras manutenção do teu corpo doente e em frangalhos, disfarçado por plásticas sofisticadas. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Como dizem por aqui, és como barata que morde e assopra. Fazes publicidade com roupas caras e sofisticadas, quando de perto teus vestidos cheiram a naftalina. Prometes sonhos cheios de cores, mas na hora do vamos ver és um pesadelo em preto e branco! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">“Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta”, o cacete! Aquelas secretárias do teu bordel, escondidas por placas de chumbo, não passam de marionetes de um filme de terror! Nem Jó, se vivo fosse, as suportariam ou nos suportariam depois das inúteis e repetidas tentativas de reclamação, tal o estado que ficamos.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">É Sra. Telefonica&#8230; a carne é mesmo fraca, pois do contrário não usaríamos teus serviços pela metade, pagando pelo dobro. Aliás, nem os teus, nem os do teu amante, esse tal de VIVO, que é idêntico à Sra. no que promete e não cumpre, este que no próprio nome já nem esconde que é esperto.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Não vos parabenizo pela riqueza que acumulam vendendo gato por lebre! Tampouco posso desejar sorte nos negócios, e mesmo sabendo de vossas almas trânsfugas e sendo tolerante, não consigo ter um mínimo de miseridicórdia com vosso futuro. Ao contrário, sonho com um mundo em que a voz à distância seja possível, sem vós.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/sra-telefonica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;CINEMA PARADISO&#8221; O FILME</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/cinema-paradiso/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/cinema-paradiso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 May 2010 00:46:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[cinema paradiso]]></category>
		<category><![CDATA[estética]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[universal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/839/</guid>
		<description><![CDATA[A paixão pelo cinema do menino Totó (Salvatore) e sua amizade com o projecionista Alfredo, que depois de um incêndio com o projetor (que também destrói o cinema) fica cego e muito ferido, e é ajudado pelo garoto quando a pequena cidade reconstrói o cinema, por isso IL NUOVO CINEMA PARADISO. A única diversão daquela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A paixão pelo cinema do menino Totó (Salvatore) e sua amizade com o projecionista Alfredo, que depois de um incêndio com o projetor (que também destrói o cinema) fica cego e muito ferido, e é ajudado pelo garoto quando a pequena cidade reconstrói o cinema, por isso <strong><span style="text-decoration: underline">IL NUOVO CINEMA PARADISO.</span></strong></p>
<p>A única diversão daquela gente, antes do evento da TV, é o cinema aos domingos e feriados. Como &#8220;prisioneiros da alegria dos outros&#8221;, aos projecionistas não há folgas possíveis. Alfredo é ranzinza, mas tem um grande coração e enxerga longe mesmo sem ver, quando insiste pra o já adolescente Salvatore sumir dali pra nunca mais voltar (ou seria um escravo eterno como ele foi).</p>
<p>Não parece que o jovem vai ouvi-lo até que Alfredo “trai” o amigo provocando um desencontro com Helena, por quem tem uma enorme paixão não bem correspondida. E a moça, filha de um banqueiro da cidade, vai embora no momento que parecia estar certa do amor que sentia por ele. Desiludido, sem nunca ter sabido dessa “pequena mas enorme traição”, ele parte dali e se torna um famoso diretor de cinema, só retornando a pequena cidade 30 anos depois quando soube da morte de Alfredo.</p>
<p>Metalinguagem, um filme dentro do filme, talvez a maior homenagem já feita ao cinema (há outras.. A Noite Americana do F.Truffaut etc).</p>
<p>Do siciliano Giuseppe Tornatore, que soube com rara sensibilidade conduzir essa história de muitas perdas, tendo como pano de fundo o amor em várias das suas formas. Mas o que fez desse filme um ícone dos anos 90, que sensibilizou a quase totalidade das pessoas, certamente não foi a metalinguagem ou a homenagem a 7ª arte, que à maioria pouca importa, nem a amizade de um velho com uma criança.</p>
<p>O limiar entre o profundo e o piegas, o linear e o fantástico, quando se tem uma criança envolvida, é muito próximo. Fácil o apelo ao choro, mas ´normalmente não sobra nada no dia seguinte. E não é só a TV que é especialista nisso.</p>
<p>Agradar a maioria não é tarefa fácil, <a title="Cinema Paradiso" href="http://www.youtube.com/watch?v=LSLZLkcMrHU" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=LSLZLkcMrHU&amp;referer=');">Cinema Paradiso</a> fala de coisas que todos passaram algum dia, fala de amores possíveis e impossíveis, de encontros e desencontros, do inexorável, fala do destino.</p>
<p>Tanto no filme como na vida real, o ator que fez o adolescente Totó se chamava Salvatore. Eu também sou um Salvatore, e também assisti meu primeiro filme no porão da Igreja do Bom Conselho na Mooca, aonde a censura igualmente era dos padres, e quando estive em Palácio Adriano, cidade siciliana aonde o cinema foi demolido, fiquei emocionado com a praça, o que restou dela&#8230; um grande estacionamento. Mas ali soube que demoliram o cenário. Cinema é “mies-un-scene”, fantasia, invenção&#8230; O cinema mesmo da cidade ficava a uma quadra dali.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/cinema-paradiso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>VERGONHA</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/vergonha/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/vergonha/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 01:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[efetividade]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[problema social]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=732</guid>
		<description><![CDATA[O filme holandês premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – CARÁTER, e  O HOMEM MAU DORME BEM, de Akira kurosawa, têm roteiros muito distintos, mas sub-repticiamente têm algo em comum, ambos falam sobre o conviver com culpas e não-culpas. O primeiro fala de um homem que tenta reconquistar uma mulher que é “caráter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O filme holandês premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – CARÁTER, e  <a title="Homem mau dorme bem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Homem_Mau_Dorme_bem" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Homem_Mau_Dorme_bem?referer=');">O HOMEM MAU DORME BEM</a>, de <a title="Akira Kurosawa" href="http://www.uesb.br/janela/diretores_ver.asp?cod=10" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.uesb.br/janela/diretores_ver.asp?cod=10&amp;referer=');">Akira kurosawa</a>, têm roteiros muito distintos, mas sub-repticiamente têm algo em comum, ambos falam sobre o conviver com culpas e não-culpas. O primeiro fala de um homem que tenta reconquistar uma mulher que é “caráter antes de tudo&#8221;, e que não o perdôa; o segundo, mostra um homem que troca de identidade com um amigo pra se aproximar do assassino do pai, homem sem escrúpulos, e fazer justiça com as próprias mãos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><a title="Erasmo de Roterda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Erasmo_de_Roterd%C3%A3o" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Erasmo_de_Roterd_C3_A3o?referer=');">Erasmo de Roterdã</a> no seu Elogio À Loucura</span>, diz que dores de amores cada qual sente à sua maneira, um pode não perdoar, outro nem ligar, outro ainda chegar ao extremo de matar os envolvidos e a si mesmo, porque isso varia com a formação do indivíduo, tipo de sociedade etc., mas uma pedrada na cabeça dói igual a qualquer um, e a dor de uma pedrada não gera culpas no atingido.</p>
<p>Não deve haver mesmo nesse mundo alguém sem defeitos, mas há coisas que não se perdoa em nenhuma sociedade, coisas que não dependem da estrutura social, como matar sem motivo, roubar de quem nada tem, humilhar pessoas seja pelo aspecto cultural ou econômico, maltratar animais indefesos, lesar a pátria com negócios escusos pra benefício próprio, se passar por outra pessoa pra ter o reconhecimento que não pode ter.</p>
<p>O indivíduo armado vai roubar&#8230; e rouba, depois, sem nenhuma adversidade, olha pro cara e dá um “tec”. O que se pode pensar sobre a personalidade de um tipo assim? Ou de um que rouba o tênis sem marca e o dinheiro da condução de um operário na estação do trem às 6hs da manhã? Ou do motorista que desvia da sua faixa na direção de um quatro-patas para atropelá-lo?</p>
<p><a title="Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos Desigualdade entre os Homens" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21474151/discurso+sobre+a+origem+e+os+fundamentos+desigualdade+entre+os+homens" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.submarino.com.br/produto/1/21474151/discurso+sobre+a+origem+e+os+fundamentos+desigualdade+entre+os+homens?referer=');">J.J.Rosseau no Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens</a> diz que o homem nasce bom, e a sociedade o perverte. É uma idéia, mas se é fato que nas sociedades mais pobres e menos justas essas pessoas proliferam como moscas, e a sociedade tem grande responsabilidade por essas crias deformadas, nas comunidades mais desenvolvidas esses criminosos “sem culpas”  também existem, e caímos num abismo se pensarmos que o homem já nasce mau,  porque  então vivemos num zoológico sem jaulas.</p>
<p>Agora, diferentemente desses monstros “sem culpas”, há os polidos e bem-vestidos, que lesam a pátria com suas “negociatas”, emprobrecendo todos os demais, e os que mentem descaradamente dizendo ao mundo que fizeram coisas que não fizeram nem têm condições de fazer, apropriando-se de direito autoral, e recebendo os louros que não lhes pertence. <span style="text-decoration: underline;">Ambos, quando não são psicopatas </span>(normalmente são), têm remorsos mais cedo ou mais tarde e até mudam o rumo de sua vidas, está cheio de exemplos conhecidos, mas nunca devolvem o que se apropriaram, nem dinheiros, nem a identidade roubada. Podem enganar suas mulheres, seus filhos, meia dúzia de amigos, vizinhos, e até um povo inteiro, por certo tempo, mas não a si mesmos.</p>
<p>Claro que se forem psicopatas vão dormir em paz até o último dia de suas vidas,  sortudos que são,  eximidos de culpas, se o destino não lhes reservar algo trágico dos lesados.</p>
<p>Não pude evitar de colocar os ladrões de direitos autorais entre os “imperdoáveis”, porque projetei e fiz obras que os proprietários usaram o meu conhecimento, talvez a minha arte, a minha dedicação, mentindo a todos os seus conhecidos como autores das suas fantasias. E penso nos milhares de cigarros que fumei, nas noites que fiquei acordado pra lhes dar o melhor de mim, no tempo todo que não soube; depois, no tempo que fiquei calado, porque a vida é pra frente. Talvez seja o mal de ser democrático, mas imaginava se tratar de casos  isolados, até que esta semana soube de mais um arquiteto de mentirinha. Pobre mundo doente!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/vergonha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De onde viemos, Pra que viemos, Pra onde vamos?</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/de-onde-viemos-pra-que-viemos-pra-onde-vamos/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/de-onde-viemos-pra-que-viemos-pra-onde-vamos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 07:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[universal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=672</guid>
		<description><![CDATA[Chamamos de fé o crer incondicional sem nenhuma base em  argumentação racional. E se assim é, fé não se discute; se não se discute não há forma de convencimento universal sobre a existência de entidades supremas do bem ou do mal. Não são dotados de maiores virtudes aqueles que por terem fé trilham o caminho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamamos de fé o crer incondicional sem nenhuma base em  argumentação racional. E se assim é, fé não se discute; se não se discute não há forma de convencimento universal sobre a existência de entidades supremas do bem ou do mal.</p>
<p>Não são dotados de maiores virtudes aqueles que por terem fé trilham o caminho das suas verdades. O que lhes pode conferir tal dignidade é a<a title="lisura" href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=lisura&amp;id=1173" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=lisura_amp_id=1173&amp;referer=');"> lisura</a>, o caráter <a title="ilibado" href="http://www.dicionarioweb.com.br/ilibado.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicionarioweb.com.br/ilibado.html?referer=');">ilibado</a>. Da mesma forma se enquadram os que não crêem em anjos e demônios.</p>
<p>As atitudes do dia-a-dia, a maneira como se vê e se trata o outro ante a noção mínima do conceito de justiça com base na observacão da natureza e não das leis humanas, é que o que faz a diferença &#8212; que afasta ou aproxima o homem de deus, se ele existir.</p>
<p>E se ele existir, dotado de forma e inteligência que nem sonhamos, ainda que abstraia toda racionalidade, ainda assim penso que o seu pensar é que nossas vidinhas não têm nenhuma importância no universo.</p>
<p>A arte, o trabalho, a luta maior ou menor de uns ou outros pela sobrevivência, ameniza mas não cura essa chaga que nasce do medo do que se desconhece, da imprevisibilidade da doença e da certeza da morte, que encurrala o homem pra sua fé ou pra sua dúvida.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/de-onde-viemos-pra-que-viemos-pra-onde-vamos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Futuro Presidente do Brasil</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/o-futuro-presidente-do-brasil/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/o-futuro-presidente-do-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 15:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[autocracia]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[individualidade]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[problema social]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=653</guid>
		<description><![CDATA[Não digo que seja exatamente esse, mas será alguém muito parecido, infelizmente. Não tenho uma bola de cristal, não ouvi nenhum chamado divino, mas também não tenho mais idade pra ser do tipo &#8220;me engana que eu gosto&#8221;. Fila do supermercado, na minha frente uma senhora de mais de oitenta com uma caixinha de sorvete [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não digo que seja exatamente esse, mas será alguém muito parecido, infelizmente. Não tenho uma bola de cristal, não ouvi nenhum chamado divino, mas também não tenho mais idade pra ser do tipo &#8220;me engana que eu gosto&#8221;.</p>
<p>Fila do supermercado, na minha frente uma senhora de mais de oitenta com uma caixinha de sorvete na mão.</p>
<p>&#8212; É pro meu neto, ele tá vindo agora, nem me avisou. Moro aqui do lado, tenho nada em casa pra dar pra ele&#8230;</p>
<p>Não perguntei nada, obviamente, ela falava porque tava ansiosa.</p>
<p>Na frente dela o futuro presidente do país. Rapaz de vinte e poucos, um agasalho estampado com o &#8220;logo&#8221; de uma faculdade de economia, com um carrinho lotado de cervejas, saquinhos aluminizados de fritas e uma infinidade de coisas que não prestei atenção.</p>
<p>Enquanto ele punha as coisas sobre o balcão rolante, e a &#8220;caixa&#8221; lhe perguntava se tinha cartão do supermercado, a anciã se dirige a ele pedindo gentilmente se  pode passar antes com o sorvete. Mas o que ela viu  foi ele do alto da sua soberba fazendo um gesto com o braço esticado, apontando pra algum lugar. E o que ouviu, que também ouvi, foi muito preciso e conciso:</p>
<p>&#8212; Deve ter algum caixa vazio&#8230;</p>
<p>Nisso tocou o celular da Sra&#8230;</p>
<p>&#8212; Já chegou? Me espera aí na portaria, tô no supermercado, já estou saindo&#8230;</p>
<p>O supermercado estava lotado, ela não saiu do lugar. E a mocinha do caixa foi passando os produtos. No final o rapaz lhe deu um Cartão de Crédito.</p>
<p>&#8212; Crédito ou débito? Perguntou a mocinha</p>
<p>&#8212; Débito!</p>
<p>&#8212; Pode me dar o RG?</strong></p>
<p>&#8212; Mas esse cartão não é do senhor. Disse ela.</p>
<p>&#8212; É da minha mãe, sempre compro com ele&#8230;.</p>
<p>&#8212; Sinto muito, não posso aceitar&#8230;  Devolvendo o cartão e o RG.</p>
<p>&#8212; Quero falar com o gerente. Falou, furioso, o futuro presidente do Brasil.</p>
<p>Enquanto se aguardava o gerente, toca novamente o Celular da senhora&#8230;</p>
<p>&#8212; Já tô indo, filho&#8230; O caixa entalou, tô levando um sorvete de chocolate&#8230;</p>
<p>Chegou o gerente. Bate-boca inútil, o tempo passando&#8230; O rapaz enfurecido passa o braço na esteira, derruba metade das coisas no chão e sai praguejando. Estupefatos, ficam conversando, a &#8220;caixa&#8221; e o gerente.</p>
<p>Não aguentei ficar calado,  já estávamos há uns 10 minutos aguardando uma solução. Pedi pra passar o sorvete da senhora. Agachados, recolhendo as coisas do chão, nem me ouviram. Agora era a &#8220;gerente dos caixas&#8221;  que aguardávamos pra cancelar a compra.</p>
<p>A velhinha começou a respirar esquisito e tirou da bolsa um spray de asmáticos, borrifou a garganta, largou o sorvete do neto no balcão, e sem dizer nenhuma palavra saiu cambaleante de mãos vazias.</p>
<p>Eu ouvi sua voz sem voz,  e fiz o mesmo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/o-futuro-presidente-do-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Por que não fiz Obras Públicas?</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/por-que-nao-fiz-obras-publicas/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/por-que-nao-fiz-obras-publicas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 15:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[ecletismo]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=485</guid>
		<description><![CDATA[Bem que tentei pela vias formais, convite nunca recebi, amigo do Rei também não sou. Mas trabalho como arquiteto desde criança, quando fazia maquetes de cartolina das obras do arquiteto Oscar Niemeyer (Ed Copan, obras de Brasília etc.), que aliás eram bem mais fáceis do que as do engenheiro Ramos de Azevedo (Teatro Municipal de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem que tentei pela vias formais, convite nunca recebi, amigo do Rei também não sou.</p>
<p>Mas trabalho como <a title="Arquiteto Paulo Vilela" href="http://www.paulovilela.com.br/perfil-paulo-vilela/">arquiteto</a> desde criança, quando fazia maquetes de cartolina das obras do arquiteto <a title="Oscar Niemeyer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer?referer=');">Oscar Niemeyer</a> (Ed Copan, obras de Brasília etc.), que aliás eram bem mais fáceis do que as do engenheiro <a title="Engenheiro Ramos de Azevedo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Paula_Ramos_de_Azevedo" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Paula_Ramos_de_Azevedo?referer=');">Ramos de Azevedo</a> (Teatro Municipal de São Paulo, Casas da Av. Paulista, etc.).</p>
<p>Só tinha uma tesoura sem ponta, umas cartolinas e uma cola que não grudava, e uma vocação. Diziam que tinha jeito, mas até a universidade muita coisa se passou e nem sei porque acabei num curso de Engenharia Mecânica, lá ficando até ter que desenhar à mão a rosca de um parafuso, quando me imaginei fazendo isso pro resto da vida. Mudei pra Engenharia Civil &#8212; antes desenhar escadas e telhados que parafusos!</p>
<p>Nunca gostei da Escola e seus métodos arcaicos de ensino, que me trouxeram pesadelos por anos, até  mesmo depois de formado. Cheio de dúvidas,  estudei análise de sistemas, arquitetura, e lembro quando tive que tomar uma decisão e fui ao <a title="CREA" href="http://www.creasp.org.br/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.creasp.org.br/?referer=');">CREA</a> (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) ler num livrinho, que as atribuições legais do Arquiteto e do eng. Civil eram as mesmas. Decidi então terminar o que já estava no fim, e acreditei que o que li fosse verdade.</p>
<p>Hoje não digo que não fosse, era uma meio verdade &#8212; podia como posso fazer tudo como arquiteto, além de calcular, projetar estruturas etc., mas quando quis entrar num concurso público não consegui me inscrever por não ter a carteirinha do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil). Tentei novamente e sempre esbarrei nessa impossibilidade, desisti. Mas nunca deixei de pensar que se um Órgão de Classe enquadrasse escritores, obrigando-os, como fizeram durante anos com os jornalistas a se diplomarem em Letras, os maiores escritores do país, na minha opinião, Guimarães Rosa,  Euclides da Cunha e Clarice Lispector estariam excluídos e não poderiam publicar nada.</p>
<p>Discussões à parte sobre  Órgãos reguladores, penso que a formalidade que cuida da especificidade é no mínimo uma grande bobagem, que só diminui o universo do homem fazendo-o pensar que sabe mais do que sabe ao subverter o verdadeiro conhecimento.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/por-que-nao-fiz-obras-publicas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ARQUITETURA &#8212; ESTÉTICA E FUNCIONALIDADE</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-funcionalidade-estetica/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-funcionalidade-estetica/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 04:21:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[a casa de arame]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[estética]]></category>
		<category><![CDATA[individualidade]]></category>
		<category><![CDATA[universal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=277</guid>
		<description><![CDATA[A finalidade básica da arquitetura é dar ao homem abrigo das intempéries, do calor ou frio excessivos, e também conforto estético se possível. Mas essa questão é muito ampla e subjetiva, porque cada homem é absolutamente único e porque o belo não é um conceito universal (creio que um pigmeu daria nota zero a qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A finalidade básica da arquitetura é dar ao homem abrigo das intempéries, do calor ou frio excessivos, e  também conforto estético se possível. Mas essa questão é muito ampla e  subjetiva,  porque cada homem é absolutamente único e porque o belo não é um conceito universal (creio que um  pigmeu daria nota zero a qualquer miss universo).</p>
<p>Não obstante, quem consegue  passar do básico e chegar à uma moradia propriamente dita, certamente vai enfeitá-la, pintar com as cores do seu agrado, pôr pedras no entorno etc., o que me faz pensar que, de alguma maneira, estética faz parte da vida de todos, ainda que não entre no sonho ou caiba no bolso da maioria.</p>
<p>Não importa se é uma casinha, um super-edifício ou uma obra institucional.  Por mais bela, curiosa, original, surpreendente que seja uma obra, se chove dentro não cumpre sua função básica. O mesmo vale para um ambiente muito frio, úmido ou quente demais, que expulsa seu usuário porque teve aberturas mal pensadas, e que  só pode ser corrigido com o uso de fontes  externas de energia, e em alguns casos nem pode. E nessa questão térmica a maioria das <a title="Arquitetura Pós Moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras</a> é inadequada, até as chamadas &#8220;inteligentes&#8221;, que com  tecnologia de ponta inventam ambientes confortáveis, mas no  fundo  são bem &#8220;burrinhas&#8221;, porque num planeta com recursos finitos inteligente é o que guarda, não o que esbanja energia.</p>
<p>Arquitetura não deve só encantar, surpreender fugindo do &#8220;pão de forma&#8221;, mas ter presente que o prazer vai além do olhar &#8212; não se engana a pele, que é o estar bem, o sentir-se bem, sem o quê a arquitetura não cumpre seu papel.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-funcionalidade-estetica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nem tudo que é curva é belo&#8230;</title>
		<link>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-nem-tudo-que-e-curva-e-belo-nem-ao-contrario/</link>
		<comments>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-nem-tudo-que-e-curva-e-belo-nem-ao-contrario/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 16:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[curvas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paulovilela.com.br/?p=156</guid>
		<description><![CDATA[Nem tudo que é curva é belo, nem ao contrário; no entanto, não há na natureza nem branco total, nem linhas retas. Não digo que uma casa totalmente branca seja ruim ou errado, depende de muitas circunstâncias, mas de forma geral  é o caminho mais fácil, não necessariamente o melhor. Posso dizer o mesmo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem tudo que é curva é belo, nem ao contrário; no entanto, não há na natureza nem branco total, nem linhas retas. Não digo que uma casa totalmente branca seja ruim ou errado, depende de muitas circunstâncias, mas de forma geral  é o caminho mais fácil, não necessariamente o melhor. Posso dizer o mesmo da linha reta, que é só um conceito, uma invenção humana pra facilitar. Uma taba, um iglu, cavernas, estão mais próximos da grande criação, que os quadrados e paralelepípedos da tecnologia, claro que o homem criou a sua natureza, de qualquer forma diferentemente dos índios, dos lapões, dos trogloditas, a execução de <a title="Obras Arquitetura Pós-moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras</a> não tão lineares no mundo civilizado, dado a exigência que nos impomos, exige um conhecimento e custo muito maiores que as obras convencionais, inviabilizando muitas idéias, mas ter consciência disso não significa abrir mão do caráter principal de uma obra particular, que difere completamente das coisas públicas, onde o cliente não é o Estado.</p>
<p>Não são paredes inclinadas ou janelas tortas, nem o fazer diferente só por fazer, que pode cumprir os desígneos de uma vida. Uma casa, antes de tudo, tem que abrigar o homem das <a title="O que é Intempérie?" href="http://pt.wiktionary.org/wiki/intempérie" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wiktionary.org/wiki/intemp_rie?referer=');">intempéries</a> &#8212; do frio, do vento, do calor excessivo, e ir além, ser mais que um simples espaço bem feito, independentemente do estilo; tem que ter aconchego, a personalidade de quem mora, e ajudar o homem a se encontrar consigo mesmo. Essa é a função do arquiteto. Num país miserável, aonde uma grande parte das pessoas nem um teto têm, teria vergonha de escrever essas palavras se não fossem sinceras e servissem a todos, porque penso que cada qual deveria ter o canto que coubessem seus sonhos, sua arte, seu jeito.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paulovilela.com.br/arquitetura-nem-tudo-que-e-curva-e-belo-nem-ao-contrario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

