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	<title>Paulo Vilela &#187; cinema</title>
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	<description>Arquiteto Pós-moderno</description>
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		<title>SACRIFÍCIO</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 17:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em  O SACRIFÍCIO do cineasta russo Andrei Tarkovski,  um professor de filosofia planta uma árvore morta na beira do mar com a ajuda do filho, enquanto conta ao menino que no norte do país um monge manda  seu discípulo todos os dias regar uma árvore seca, até que um dia ela aparece florida. Ele não diz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em  O SACRIFÍCIO do cineasta russo <a title="Andrei" href="http://www.grupoestacao.com.br/arquivo/mat1999/festival/catalogo/tarkovsky.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.grupoestacao.com.br/arquivo/mat1999/festival/catalogo/tarkovsky.html?referer=');">Andrei Tarkovski</a>,  um professor de filosofia planta uma árvore morta na beira do mar com a ajuda do filho, enquanto conta ao menino que no norte do país um monge manda  seu discípulo todos os dias regar uma árvore seca, até que um dia ela aparece florida. Ele não diz que a árvore brotou, que surgiram folhas&#8230; simplesmente floriu! E segue falando ao atento menino “Tenho a impressão que se repetirmos um gesto, no mesmo horário, todos os dias, algo vai incomodar o universo&#8230;”</p>
<p>Quem pôde ver <a title="verdades e mentiras" href="http://blog.joaomattar.com/2010/01/07/verdades-e-mentiras-f-for-fake-orson-welles/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/blog.joaomattar.com/2010/01/07/verdades-e-mentiras-f-for-fake-orson-welles/?referer=');">VERDADES E MENTIRAS</a> de Orson Wells fica incrédulo.  Há muitos caminhos possíveis para a vida, e não é preciso entender mais que uma formiga quando sente o cheiro do veneno que dizimará sua família, ou como funciona um motor à explosão, a fusão do átomo, a cabeça de um político de carreira, a ‘gravidade’ que mantém um homem em pé apesar da velocidade da superfície do planeta, tampouco é preciso decifrar enigmas, entender o Ulisses de Joyce ou escalar o Everest para sentir alegria e ter a sensação de felicidade. Sabedoria é só um termo inútil diante do Desconhecido.</p>
<p>Kurosawa questiona o que é a verdade em RASHMOON ao mostrar numa série de planos, que só existe a verdade de cada um, que não há verdade absoluta.</p>
<p>Haveria na natureza algo de tão certo e definitivo que possa desmentir isso? Não creio, mas independentemente de verdades ou mentiras, a sensação de felicidade na plenitude só é possível quando preenchemos o vazio com sacrifício, sem o quê, o que vem fácil, vai igual. Como em tudo, ingresso ao paraíso tem seu preço.</p>
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		<title>PERDAS E DANOS &#8211; filme</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 19:21:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[‘PERDAS E DANOS’ – o filme 1992 &#8211; Juliete Binoche, Jeremy Irons, direção de Louis Malle, baseado no livro de Josephine Hart. Se amor não é racional, paixão muito menos! Uns diriam ‘ainda bem’, outros ‘nem tanto’, mas quem nunca sentiu uma paixão não tem idéia do que seja esse se perder ou se achar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>‘<a href="http://www.cineplayers.com/comentario.php?id=15072" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.cineplayers.com/comentario.php?id=15072&amp;referer=');">PERDAS E DANOS’ – o filme</a><br />
1992 &#8211; Juliete Binoche, Jeremy Irons, direção de Louis Malle, baseado no livro de Josephine Hart.</p>
<p>Se amor não é racional, paixão muito menos! Uns diriam ‘ainda bem’, outros ‘nem tanto’, mas quem nunca sentiu uma paixão não tem idéia do que seja esse <em>se perder ou se achar</em>, essa interior viagem ao inaudito, química sem químico responsável, que transforma a sanidade em loucura ou vice-versa.<br />
Mas efêmera, paixão só tem dois finais: amor verdadeiro ou tragédia. Anna Barton (J.Binoche) é uma mulher delicada, de aparêcia cândida e triste, sempre de roupas pretas e comportadas, um quase paradoxo na sensualidade que esconde sob a pele. Seu noivo, um jornalista jovem que escreve sobre política num jornal londrino é filho do Ministro da Saúde (J.Irons).  O triângulo proibido, complicação que acompanha seu destino desde a relação incestuosa com o irmão quando adolescente, pode ser resumida na frase que diz ao Ministro ‘não casaria com ele se não pudesse estar com você’, que determina o grau de incompreensão que se tem sobre a alma humana.<br />
Vida morna é escolha, paixão não! ‘A Mulher do Lado’ do Truffauld, com o Depardieu e a Fanny Ardan, tem o mesmo pano de fundo – a química incontrolável da paixão, vinho único e inigualável servido pelos deuses ou demônios, quem saberia? Agora, se  alguma coisa se quer aprender sobre a alma humana mais do que carros que se espatifam de mentirinha, estes dois filmes valem à pena.</p>
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		<title>O QUE É O HOMEM SEM SEU SONHO?</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 12:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo que ele queria era construir uma casinha, sair daquele barraco de tábuas e latas, ter um lugar sólido numa rua com nome e cep. Era tudo o que queria, mas não podia. Como ladrão ele não era, então sonhava &#8212; punha o filho nas costas, descia o morro e caminhava pelas ruas arborizadas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo que ele queria era construir uma casinha, sair daquele barraco de tábuas e latas, ter um lugar sólido numa rua com nome e cep. Era tudo o que queria, mas não podia. Como ladrão ele não era, então sonhava &#8212; punha o filho nas costas, descia o morro e caminhava pelas ruas <a href="http://www.dicio.com.br/arborizado/" target="blank_" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicio.com.br/arborizado/?referer=');">arborizadas</a> e bem cuidadas do bairro, perguntando ao menino qual daquelas ele preferia, mas defeitos tinham todas, nenhuma servia.</p>
<p>E sempre que passavam por um certo terreno vazio, ali se detinham a construir a casa ideal. Muitas vezes nos fins de semana, passeando com meu cão, vi este senhor gesticulando com as mãos, construindo seu sonho&#8230; explicando em voz alta ao garoto como ia ser. Arquiteto nato, ele logo me lembrou o personagem “pedinte” do Dodeskaden (filme de Akira Kurosawa), que vivia com o filho num carro abandonado e sonhava com uma construção ocidental, sólida e cheia de requintes, diferente das convencionais casas japonesas.</p>
<p>Num fim de tarde meio chuvoso me aproximei deles. Curioso, mas com certo receio, cumprimentei-os e me apresentei como arquiteto, ao que, gentilmente, o Senhor disse já me conhecer e ao meu cão também, e que nessa fase da obra não precisava de ajuda, o que lhe faltava era só um pouco de dinheiro&#8230;</p>
<p>Uns dois anos depois, caminhando só, meu cão tinha morrido, novamente cruzei com eles em frente ao mesmo terreno vazio. O menino crescera, devia estar com uns sete ou oito anos, e agora já fazia perguntas ao pai. &#8212; Por que não pode ser vermelha? Antes que encontrasse a resposta o Senhor me cumprimentou, e aproveitei pra saber  como ia a casa. &#8212; No finzinho&#8230; Respondeu e completou &#8212; Só estamos decidindo as cores (apontando pro menino). &#8212; Pai, por que não pode ser vermelha? Insistiu o garoto. &#8212; O que o Sr acha? Ele me perguntou. &#8212; Vermelha? Eu disse. &#8212; Sim, por fora ele quer inteira vermelha&#8230;</p>
<p>O que eu ia dizer? Que era bom, que era ruim, que era estranho..? Quem era eu pra interferir naqueles destinos? E em vez de responder, fiz outra pergunta, como seriam as plantas. Dessa vez foi o menino que prontamente se adiantou &#8212; São todas brancas e pratas, e as flores azuis, igual a grama. &#8212; Oh&#8230; então vermelha vai ficar linda. Disse. Olhos franzidos, pensativo, o Senhor olhava as bactérias do ar como se não estivesse muito certo disso. Nesse momento me despedi deles e segui minha caminhada.</p>
<p>Nunca mais os vi. Até que um dia, seis horas da manhã, passeando com um outro cão, diante daquele terreno vago um jovem moreninho lá com seus dezesseis anos rabiscava algo numa prancheta. &#8212; Bom dia. Eu disse. &#8212; Cadê seu pai? Ele me olhou sem me reconhecer &#8212; Meu pai, o Sr conhecia ele? &#8212; Sim, sempre vocês vinham aqui&#8230; &#8212; Ah sim, agora acho que me lembro do Sr., meu pai morreu faz oito anos, levou um tiro da polícia quando voltava do trabalho. &#8212; Sinto muito. Disse. &#8212; Sabe que pensei nele esses anos todos, e por que levou um tiro? Perguntei. &#8212; Foi por engano, ele trabalhava à noite numa fábrica, voltava pra casa, estava escuro, ninguém explicou pra gente o que aconteceu. &#8212; E o que faz aqui, agora? Perguntei mais uma vez. &#8212; Estou mudando algumas coisas na nossa casa&#8230; Me desculpe, senhor, mas tenho que terminar isso, tá quase na hora de entrar no meu trabalho. &#8212; Claro, eu é que me desculpo, só queria saber se ainda vai ser vermelha. &#8212; Ah&#8230; não, papai nunca gostou dessa idéia&#8230;</p>
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		<title>O filme &#8220;ALICE&#8230;&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 18:42:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tim Burton, o cavaleiro do apocalipse, do mundo torto e sem graça. Ainda não havia visto nenhum filme deste que há algumas semanas bateu o recorde de visitantes no museu de arte moderna de NY com sua exposição, e que é o atual presidente do juri do Festival de Cannes. Então fui assistir o ALICE, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Tim Burton" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Burton" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Burton?referer=');">Tim Burton</a>, o cavaleiro do apocalipse, do mundo torto e sem graça.</p>
<p>Ainda não havia visto nenhum filme deste que há algumas semanas bateu o recorde de visitantes no museu de arte moderna de NY com sua exposição, e que é o atual presidente do juri do Festival de Cannes. Então fui assistir o ALICE, história mais que centenária do matemático Lewis Carroll, que faz parte do imaginário de crianças em todos os tempos.</p>
<p>Pensei que fosse ver uma releitura de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, que já teve muitas, menos ao pé da letra um livro filmado com os bichinhos criados em 3D, nada além disso. Um filme pra crianças, de final feliz, aonde o Mal perde para o Bem, só menos babaca que os do Disney, porque é Lewis Carroll.</p>
<p>Se é mesmo pra crianças, paro por aqui, é bonitinho e tem uma arquitetura de imagens compatível com as novas tecnologias. Agora, se não é só pra crianças, se esta é a revolução que se diz tão profunda quanto foi do cinema mudo para o falado, ou do P&amp;B para o colorido, e o Tim Burton é o verdadeiro representante desta mudança&#8230; morri, mas diferente de ALICE ainda sinto a pele quando me belisco.</p>
<p>Vão me xingar os milhares de adultos que ajudaram a bater esses recordes de visitação e bilheteria. Gosto de criatividade e imaginação, quase nada que presta é aritmética simples, pode não ter história, pode ser suave, violento, maniqueísta, mas me frustrei com esse ALICE quadradinho, que fazer?</p>
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		<title>Razão e Sensibilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 04:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[4 de outubro, deu na Folha: escolas municipais do Rio terão programa de proteção contra tiroteios. A tal secretaria da educação está estudando uma maneira de treinar educadores e funcionários das escolas pra lidar com situações &#8220;emergenciais&#8221;. Li a notícia, mas em nenhum lugar falou-se em armaduras, coletes à prova de balas ou coisa parecida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>4 de outubro, deu na Folha: escolas municipais do Rio terão programa de proteção contra tiroteios.</p>
<p>A tal secretaria da educação está estudando uma maneira de treinar educadores e  funcionários das escolas pra lidar com situações &#8220;emergenciais&#8221;. Li a <a title="Escolas municipais do Rio terão programa de proteção contra tiroteios" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u647795.shtml" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u647795.shtml?referer=');">notícia</a>, mas em nenhum lugar falou-se em armaduras, coletes à prova de balas ou coisa parecida, nem proteção espiritual, corpo fechado, essas outras coisas&#8230;</p>
<p>Li outra vez pra saber se tinha entendido. É isso aí mesmo, e fiquei imaginando quem vai dar e como será esse treinamento, as professoras comportadas, sentadinhas,  ouvindo um atirador de elite ou seu chefe:</p>
<p>&#8212; Quando um bando atravessar a escola com a polícia atrás trocando tiros, todo mundo se joga no chão e fica quietinho! Entenderam? &#8212; Com o corpo na horizontal a área de risco se reduz a 5% dado a dimensão do corpo ficar reduzida a poucos centímetros&#8230;</p>
<p>Pensei: não, isso não pode ser sério, ou os cariocas enlouqueceram!  Vão começar agora tratar o problema de trás pra frente? A quase totalidade de balas que encontram seu destino (bala perdida é só a que desaparece) na guerra dos morros e da polícia, tem um único motivo superconhecido: o tráfico de drogas, e até uma criança meio bobinha já ouviu isso. O filme <a title="Cidade de Deus" href="http://www.youtube.com/watch?v=vUf7vhC_ouI" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=vUf7vhC_ouI&amp;referer=');">Cidade de Deus</a> do Meirelles, diferente de todos os outros filmes que abordam a violência no mundo das drogas, mostra que nas comunidades do tráfico ninguém passa dos 25 anos.</p>
<p>As drogas existem porque existe o consumidor. Isso é igual a qualquer outra coisa, é a lei de mercado. O Estado pode proibir o fumante nos locais públicos fechados e semi-fechados, mas não proíbe a venda do cigarro, que seria uma atitude fascista e impopular além de tirar empregos e ficar sem os milhões dos impostos.</p>
<p>O Estado não permite que se fume maconha em parte alguma, MAS TAMBÉM NÃO É CAPAZ DE IMPEDIR QUE SE FUME EM TODA PARTE, e trava uma guerra sem fim com o tráfico, que é tão lucrativo que nunca vai terminar. E quem crê que isso tenha um fim diferente só pode ser do tipo &#8220;me engana que eu gosto&#8221; ou faz parte do jogo só pra &#8220;inglês ver&#8221;.</p>
<p>O menino de dez anos que trabalha para o tráfico não tem a cabeça do menino que hoje fica grudado na telinha do computador com os videosgames, esse luta com os dedos e só mata de mentirinha. O  menino do tráfico daqui a pouco vai estar derrubando helicópteros do exército, e o grande vilão dessa insanidade nada lírica chama-se <a title="Cannabis sativa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cannabis_sativa" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Cannabis_sativa?referer=');"><em>cannabis sativa</em></a>, a popular maconha, que disputa o topo das preferências dos usuários com a cocaína, sobrando pra miséria o crack, que o nome já diz tudo.</p>
<p>Tem gente muito séria trabalhando há anos no sentido de regularizar o uso da maconha; cocaína também podia ser vendida em farmácia como se vende qualquer droga, o indivíduo dá o nome e pronto. Isso mudaria tudo, e parece tão fácil porque é fácil.</p>
<p>Com a regularização das drogas uns poucos perdem muito, perdem as gangues mal vestidas e as bem vestidas, e quem ganha somos nós todos que nada temos a ver com essa maldita intifada,  o Estado que recolheria milhões em impostos e deixaria de encher o saco dos usuários adultos! E deus e o diabo juntos agradeceriam o Brasil que encerraria essa ponte aérea que abarrota  o Céu e o Inferno com tantas almas penadas ou só azaradas!</p>
<p>O crack? Ah&#8230; esse sim é um problema! Problema de um país que pensa errado, faz errado e tem miopia crônica pra olhar de frente suas crianças.</p>
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		<title>O Filme “A ONDA”</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 05:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curiosamente escrevi dia desses “A ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO”, onde dizia que eram autocráticas as medidas e acordos feitos até gerar a lei anti-fumo, independentemente do juízo de valor sobre o tabagismo. Busquei na memória as imagens daquelas donas de casa, que a mídia intitulou-as de “fiscais do Sarney”,  falei em outras palavras que num regime [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #333333">Curiosamente escrevi dia desses “<a title="A Arquitetura da Destruição" href="http://www.paulovilela.com.br/a-arquiteura-da-destruicao/"><span style="text-decoration: none">A ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO</span></a>”, onde dizia que eram autocráticas as medidas e acordos feitos até gerar a <a title="Lei anti-fumo" href="http://www.leiantifumo.sp.gov.br/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.leiantifumo.sp.gov.br/?referer=');"><span style="text-decoration: none">lei anti-fumo</span></a>, independentemente do juízo de valor sobre o tabagismo. Busquei na memória as imagens daquelas donas de casa, que a mídia intitulou-as de “fiscais do Sarney”,  falei em outras palavras que num regime democrático o Estado devia servir ao povo,  mas não só não o serve como o engana o tempo todo.  Não sei se as pessoas compreenderam bem as analogias e metáforas, talvez sim, talvez não.</span></p>
<p><span style="color: #333333">No filme alemão “<a title="A Onda" href="http://www.youtube.com/watch?v=eHR-Yz15tuQ" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=eHR-Yz15tuQ&amp;referer=');"><span style="text-decoration: none">A ONDA</span></a>”, aonde na programação semanal o professor escolhido pra dar as aulas sobre ANARQUISMO  tem a aparência de um facista, e o professor roqueiro que teve experiências mais condizentes com a matéria foi escolhido pra dar as aulas sobre AUTOCRACIA . Este último,  mais popular evidentemente entre os jovens, começa sua aula perguntando aos alunos sobre regimes autoritários, ditaduras etc. Faz os alunos se colocarem diante de questões como “Quais as condições pra se ter um regime ditatorial?” E tem as respostas “ Desemprego, falta de nacionalismo, inflação, desinteresse geral..”  Nesse ponto, talvez a questão mais importante é quanto a negativa de todos sobre se na atual Alemanha teria espaço pra um regime autocrático.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Como se fosse um ensaio geral, algo como um psicodrama, ele põe em prática uma idéia que lê num livro e começa elegendo por votação um líder, que por votação acaba sendo  ele mesmo. Agindo como tal faz com que os jovens se comportem com um grau de obediência muito diferente do que estão habituados, em seguida prega a união deles como uma “força extraordinária”, que pode mudar tudo. Escolhem “A ONDA”entre os vários nomes sugeridos, e criam  um “logo”. Também decidem por uma espécie de uniforme, que os diferenciará dos demais da escola e criam um gestual de braços como um cumprimento entre eles.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Movidos por essa força grupal os alunos passam a ganhar os jogos de pólo-aquático, grafitam e espalham milhares de adesivos pela cidade e,  rapidamente, dois ou três dias, o movimento toma um rumo que foge ao controle do professor. Mas, mais importante que o envolvimento deles, a relação com seus pais, as críticas de alguns que não se interaram ao grupo, é a postura do professor, que nos faz crer que, usando uma pedagogia original, quer mostrar como é possível se chegar rapidamente a uma ordem autocrática (ele sabe das condições dos alunos com problemas familiares, desmotivados etc.) Mas ao se sentir com um poder que nunca teve esquece todos os preceitos de sua vida anterior e assume até diante da mulher, também professora, essa atitude ditatorial inesperada.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Inesperada???  Bem aí me veio um final de texto, que logo fará duzentos aninhos, do anarquista russo <a title="Bakunin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bakunin?referer=');"><span style="text-decoration: none">Bakunin</span></a>, quando diz que todos os líderes quando chegam ao poder esquecem tudo o que falaram pelo caminho, e passam a legislar em causa própria, e quem não compreende isso não entende nada da alma humana.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Eta, me lembrei do presidente Lula há uns dez anos, quando falava da falta de dignidade desses vales (leite, transporte etc), criados com a inequívoca função eleitoreira, que lembrava, a ele, os portugueses trocando com os aborígenes os tais espelhinhos e bugigangas, e agorinha, dia desses,  ele falando dos imbecis que não entendem a importância da sua genial criação chamada bolsa famíla, que obviamente nada tem de eleitoreiro.</span></p>
<p><span style="color: #333333">Que eu vou dizer pros meninos aqui da minha rua?</span></p>
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