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	<title>Paulo Vilela &#187; ecletismo</title>
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	<description>Arquiteto Pós-moderno</description>
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		<title>Heleno e o contador de histórias</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 07:29:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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		<category><![CDATA[estética]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo fim de tarde passava na minha rua um estranho homem. Sempre de terno azul claro, cara fechada, cabelo ensebado, suando em bicas&#8230; Não sorria nunca nem cumprimentava ninguém. Passava apressado, de cabeça baixa e maleta na mão. Éramos crianças e vivíamos sentados numa esquina observando as pessoas, ríamos de qualquer coisa, e aquele homem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo fim de tarde passava na minha rua um estranho homem. Sempre de terno azul claro, cara fechada, cabelo ensebado, suando em bicas&#8230; Não sorria nunca nem cumprimentava ninguém. Passava apressado, de cabeça baixa e maleta na mão.</p>
<p>Éramos crianças e vivíamos sentados numa esquina observando as pessoas, ríamos de qualquer coisa, e aquele homem de azul era um dos motivos que nos fazia fofoqueiros e felizes.</p>
<p>Até que numa dessas tardes aproximou-se o viúvo aposentado, que sem ter o que fazer vivia a nos contar histórias.  E logo foi falando que aquele homem se chamava Heleno, e que não era bem um homem, mas um sapo disfarçado&#8230;</p>
<p>&#8211; Um sapo? Como um sapo?  Perguntamos rindo.</p>
<p>&#8212; Vocês não têm pai, mãe, irmãos, primos? Alguma vez já viram ele com alguém? Claro que não, mas devem estar pensando&#8230;. Sapo não é um batráquio que mora num brejo? É verdade&#8230;  agora já repararam como ele se dá mal com o calor?</p>
<p>&#8212; Mas sapo adora calor! Logo um de nós retrucou.</p>
<p>O velho aposentado nem deu bola, e  continuou&#8230;</p>
<p>&#8212; Claro que sim, mas não na pele de um homem. Não com terno, gravata, sapato&#8230; Por que acham que ele tem a pele gordurosa, ensebada, e vive molhado, camisa sempre grudada no paletó? Já ouviram sua voz fanhosa, rouca, irritante?</p>
<p>Nenhum de nós tinha ouvido, e ficamos todos a pensar, quietos, enquanto ele seguia contando&#8230;</p>
<p>&#8212; Reparem que ele não é muito moço, mas velho também ele não é. Reparem no seu cabelo que não muda nunca, a barba cerrada e por fazer, também sempre igual. Depois&#8230; ônibus ele não toma, anda e anda e anda, mas seus sapatos também não gastam! Agora devem estar pensando o que isso tudo tem a ver com ele ser um sapo, se não se parece com nenhum, nem é verde, nem respira como um? Bem, isso é lá é outra coisa, nem tudo o que parece é, e vice-versa.</p>
<p>E sem dar nenhum tempo, emendava uma frase na outra&#8230;</p>
<p>&#8212; Tem uma moça lá aonde ele trabalha, que é minha vizinha. Ela mete paúra só de olhar, vive recolhendo coisas na rua pra fazer mandinga. Certo dia ela esqueceu as chaves na imobiliária, e enquanto ajudava abrir sua porta ela me contou que ele era um próspero e afortunado sapo, que desfrutava de uma vida invejável num alagado lá pelos lados do <a title="cambuci" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cambuci_%28distrito_de_S%C3%A3o_Paulo%29" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Cambuci_28distrito_de_S_C3_A3o_Paulo_29?referer=');">Cambuci</a>. É o que ela me disse&#8230; que ele se envolveu com uma diabinha que tinha dono, e foi a conta quando o enciumado marido cheio dos truques mexeu os pauzinhos e transformou o “Don Juan” num corretor de imóveis. Ela disse também que ele não toma banho, não faz comida, nunca vendeu uma casinha sequer, além de detestar relógios porque cansou de contar as horas pra findar o encanto.</p>
<p>De imediato, um dos meninos perguntou&#8230;</p>
<p>&#8212;  Mas isso é verdade mesmo? Quanto tempo vai durar esse “encanto”?</p>
<p>&#8212;  Ah&#8230; isso eu não sei. Falou o viúvo. Mas se não acreditam, por que não inventam uma história qualquer pra se aproximar dele e perguntam o que quiserem?</p>
<p>Ninguém nunca teve coragem, mas durante anos vimos Seu Heleno passando, sempre na mesma hora e do mesmo jeito!</p>
<p>O  aposentado sumiu dali sem avisar ninguém. Mas viúvo sem morta? Por isso não digo nem que sim, nem que não, mas lembro que quando Seu Heleno passava perto da gente, camisa enxarcada e aquele enjoado cheirinho de enxofre e aguapé, não sabíamos bem o que pensar.</p>
<p>Da infância ficaram só lembranças, conversas que tínhamos, dúvidas&#8230;  opiniões diferentes. Alguns diziam que um réles sapo se transformar  num humano era dádiva, não desgraça. Outros pensavam diferente, que mais valia o sapo feliz.</p>
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		<title>Por que não fiz Obras Públicas?</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 15:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[caráter]]></category>
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		<description><![CDATA[Bem que tentei pela vias formais, convite nunca recebi, amigo do Rei também não sou. Mas trabalho como arquiteto desde criança, quando fazia maquetes de cartolina das obras do arquiteto Oscar Niemeyer (Ed Copan, obras de Brasília etc.), que aliás eram bem mais fáceis do que as do engenheiro Ramos de Azevedo (Teatro Municipal de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem que tentei pela vias formais, convite nunca recebi, amigo do Rei também não sou.</p>
<p>Mas trabalho como <a title="Arquiteto Paulo Vilela" href="http://www.paulovilela.com.br/perfil-paulo-vilela/">arquiteto</a> desde criança, quando fazia maquetes de cartolina das obras do arquiteto <a title="Oscar Niemeyer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer?referer=');">Oscar Niemeyer</a> (Ed Copan, obras de Brasília etc.), que aliás eram bem mais fáceis do que as do engenheiro <a title="Engenheiro Ramos de Azevedo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Paula_Ramos_de_Azevedo" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Paula_Ramos_de_Azevedo?referer=');">Ramos de Azevedo</a> (Teatro Municipal de São Paulo, Casas da Av. Paulista, etc.).</p>
<p>Só tinha uma tesoura sem ponta, umas cartolinas e uma cola que não grudava, e uma vocação. Diziam que tinha jeito, mas até a universidade muita coisa se passou e nem sei porque acabei num curso de Engenharia Mecânica, lá ficando até ter que desenhar à mão a rosca de um parafuso, quando me imaginei fazendo isso pro resto da vida. Mudei pra Engenharia Civil &#8212; antes desenhar escadas e telhados que parafusos!</p>
<p>Nunca gostei da Escola e seus métodos arcaicos de ensino, que me trouxeram pesadelos por anos, até  mesmo depois de formado. Cheio de dúvidas,  estudei análise de sistemas, arquitetura, e lembro quando tive que tomar uma decisão e fui ao <a title="CREA" href="http://www.creasp.org.br/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.creasp.org.br/?referer=');">CREA</a> (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) ler num livrinho, que as atribuições legais do Arquiteto e do eng. Civil eram as mesmas. Decidi então terminar o que já estava no fim, e acreditei que o que li fosse verdade.</p>
<p>Hoje não digo que não fosse, era uma meio verdade &#8212; podia como posso fazer tudo como arquiteto, além de calcular, projetar estruturas etc., mas quando quis entrar num concurso público não consegui me inscrever por não ter a carteirinha do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil). Tentei novamente e sempre esbarrei nessa impossibilidade, desisti. Mas nunca deixei de pensar que se um Órgão de Classe enquadrasse escritores, obrigando-os, como fizeram durante anos com os jornalistas a se diplomarem em Letras, os maiores escritores do país, na minha opinião, Guimarães Rosa,  Euclides da Cunha e Clarice Lispector estariam excluídos e não poderiam publicar nada.</p>
<p>Discussões à parte sobre  Órgãos reguladores, penso que a formalidade que cuida da especificidade é no mínimo uma grande bobagem, que só diminui o universo do homem fazendo-o pensar que sabe mais do que sabe ao subverter o verdadeiro conhecimento.</p>
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		<title>O que é o Pós-Moderno?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 05:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há muitas discussões e discordâncias entre os teóricos sobre a pós-modernidade. O sufixo pós significa depois, após, e em si daria um fim ao movimento modernista, que nasceu no início do século passado, e que  rompeu com a arte individual, captando os &#8220;ares&#8221; da industrialização e tecnologias crescentes. Há arquitetos modernistas que  recusam quaisquer movimentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitas discussões e discordâncias entre os teóricos sobre a <a title="O que é Pós-modernidade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-modernidade" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/P_C3_B3s-modernidade?referer=');">pós-modernidade</a>. O sufixo pós significa depois, após, e em si daria um fim ao movimento modernista, que nasceu no início do século passado, e que  rompeu com a arte individual, captando os &#8220;ares&#8221; da industrialização e tecnologias crescentes.<br />
Há <a title="Arquiteto Paulo Vilela" href="http://www.paulovilela.com.br/perfil-paulo-vilela/">arquitetos</a> modernistas que  recusam quaisquer movimentos que surgiram ao longo dos anos, como se nada de novo ou importante aconteceu. É evidente  que nenhum movimento tem ou teve a  força daquele, que apagou o passado. Nem por isso pode-se desprezar a existência de novas idéias.</p>
<p>O que se chama de pós-moderno é a miscelânia eclética  que já tem lá seus 40 anos, e que vê sua inspiração na história e  na humanização não coletiva ao quebrar os preceitos de massa do movimento modernista,  democratizando as possibilidades,  e trazendo o indivíduo com suas desigualdades naturais de volta ao mundo. Esse estilo sem estilo não segue regras pré-estabelecidas por nenhuma teoria que pretendeu determinar um caminho formal para o coletivo.</p>
<p>O pós-moderno recusa a industrialização robotizada, que nem barateia como se pretende, nem ajuda o planeta em nada, muito ao contrário. Não sou um teórico das artes, nem estudioso de sociologia, nem sei porque dão nomes a tudo, apenas herdei um gene anárquico que não suporta ver um indivíduo, como se fosse um enviado de deus, escolher o que é melhor a milhares. E acho deprimente  olhar as cidades e ver seus   cubos de vidro super-originais, iguaizinhos à maioria.</p>
<p>O pós-moderno nas suas muitas e diferentes tendências espanta, encanta, navega no futuro, no avesso; em algumas obras redescobriu a oficina, a janela que abre, a alegria, a cor.</p>
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