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	<title>Paulo Vilela &#187; obras públicas</title>
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	<description>Arquiteto Pós-moderno</description>
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		<title>Messieurs, avez un bon voyage</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 07:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De tédio aqui ninguém morre. Não há similar no mundo, é pura emoção e adrenalina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se é a prefeitura de SP ou o DSV quem sinaliza as vias, mas seja quem for deveria usar mais um pouquinho do erário público e premiar seus funcionários com umas longas e merecidas férias pro Iraque ou pro Haiti.</p>
<p>Fretem dois ou três aviões, nem sai muito caro, eles merecem, e nós também. Afinal, a cada giro pela cidade de SP somos premiados por  uma vida não virtual cheia de surpresas.</p>
<p>Pensando melhor acho que um navio seria mais adequado, assim iriam juntos também os engenheiros que transformaram a marginal do Tietê num parque de diversões criativo e interessantíssimo, isso quando não chove; no verão também temos um parque aquático.</p>
<p>De tédio aqui ninguém morre, são mil entradas e saídas, subidas e descidas; com guard-rails, pistas paralelas em desnível que dão no mesmo lugar, demais! À noite então parece que estamos num vídeogame. Não há similar no mundo, é pura emoção e adrenalina.</p>
<p>Gente que não se satisfaz com nada, que tem medo ou gosta de rotina que fique em casa. Botou o pé na rua, quero dizer saiu de carro, é uma viagem à imprevisibilidade para testar nervos, coração e habilidades extra-sensoriais.</p>
<p>Dinheiro não falta, o prefeito e seus asseclas também podiam acompanhá-los, todos merecem umas férias. Ninguém é de ferro, a cidade é um organismo habituado às doenças crônicas, tem suas defesas e suportará suas ausências.</p>
<p>Um transatlântico daqueles cheio de janelinhas acho que se acomodam bem todos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A arquitetura moderna envelheceu com os modernistas</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 23:17:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah&#8230; Sr. Oscar Niemeyer, torço pela sua saúde, admiro sua tenacidade, seu espírito de eterno guerreiro, sua bondade com os necessitados, é mais que um grande arquiteto, construiu sua história não só pela arquitetura, mas pelas ações como ser humano. O Sr. tem um conjunto de obras como nenhum outro vivo, mas aquele “Olho” em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah&#8230; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer?referer=');">Sr. Oscar Niemeyer</a>, torço pela sua saúde, admiro sua tenacidade, seu espírito de eterno guerreiro, sua bondade com os necessitados, é mais que um grande arquiteto, construiu sua história não só pela arquitetura, mas pelas ações como ser humano. O Sr. tem um conjunto de <a title="Obras Arquitetura pós-moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras</a> como nenhum outro vivo, mas aquele “Olho” em Curitiba..! As fotos publicadas mostravam uma poesia, mas fotografias são mesmo doces mentiras, podem mostrar uma flor no campo ao lado de um soldado morto, quem saberia? De perto, esse “Olho” mais parece um peixe num pedestal enorme. Cadê a leveza com aquele pilar que ocupa um terço da obra?</p>
<p>Fiquei muito frustrado ao ver esse peixe. Obra mal feita, a concordância das curvas dos corrimãos das rampas é lastimável, na verdade aquilo é horrível. É certo que arquitetura é surpresa, e é difícil criticar alguém que é um ícone na arquitetura mundial, mas não vou guardar minha opinião num cofre.</p>
<p>Certa ocasião, num debate ao vivo, vi o arquiteto modernista, que fez o projeto da Estação da Sé do metrô de SP, quase humilhar o arquiteto <a title="Arquiteto Eolo Maia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89olo_Maia" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/_C3_89olo_Maia?referer=');">Eolo Maia</a>, que mostrava suas <a title="Arquitetura pós-moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras pós-modernas</a> lúdicas, curiosas, criativas, inseridas no espaço com rara sensibilidade. Desde então passei a olhar a “modernidade” envelhecida e cansada, díspar com o entorno, com outros olhos.</p>
<p>Caso desse “Olho” construído muitos anos depois do projeto original.</p>
<p>Independemente do valor estético, <a title="Obras Públicas" href="http://www.paulovilela.com.br/por-que-nao-fiz-obras-publicas/">obras públicas</a>, como diz o nome, são feitas com o dinheiro do povo, não dos governantes. Não adianta a dureza do concreto se vaza água aonde não deve. País tropical com o gradiente de temperatura variando até 20 graus num mesmo dia não há impermeabilização que aguente mais que uns poucos anos, e tudo tem que ser refeito.</p>
<p>O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Finlandia_Wiki.jpg" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/en.wikipedia.org/wiki/File_Finlandia_Wiki.jpg?referer=');">Finlândia Hall</a>, parlamento em Helsinque, de outro modernista não menos famoso, <a title="arquitecto finlandês " href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvar_Aalto" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Alvar_Aalto?referer=');">Alvar Aalto</a>, tinha em 1986, dez anos após sua morte, a fachada toda embrulhada numa tela pra não despencar o mármore de carrara que mais parecia com tábuas tortas.   Nem acreditei quando olhei aquilo, o mármore empenado com o frio de Helsinque. Naquele momento lembrei que não muito distante dali, em São Petesburgo, os russos embrulham as estátuas com palha e madeira, esvaziam as fontes há mais de duzentos anos pra não racharem.</p>
<p>Não faltaria observação por parte dos puristas do modernismo das leis da natureza e respeito com  o dinheiro público?  Tenho a impressão que a forma lhes basta, mas se a tecnologia das proteções e dos acabamentos não acompanhou os vôos do imaginário deles, nem eles mudaram sabendo dos problemas, está mais que na hora de se repensar esse modernismo exaurido.</p>
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