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	<title>Paulo Vilela &#187; universal</title>
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	<description>Arquiteto Pós-moderno</description>
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		<title>PERDAS E DANOS &#8211; filme</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 19:21:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[‘PERDAS E DANOS’ – o filme 1992 &#8211; Juliete Binoche, Jeremy Irons, direção de Louis Malle, baseado no livro de Josephine Hart. Se amor não é racional, paixão muito menos! Uns diriam ‘ainda bem’, outros ‘nem tanto’, mas quem nunca sentiu uma paixão não tem idéia do que seja esse se perder ou se achar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>‘<a href="http://www.cineplayers.com/comentario.php?id=15072" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.cineplayers.com/comentario.php?id=15072&amp;referer=');">PERDAS E DANOS’ – o filme</a><br />
1992 &#8211; Juliete Binoche, Jeremy Irons, direção de Louis Malle, baseado no livro de Josephine Hart.</p>
<p>Se amor não é racional, paixão muito menos! Uns diriam ‘ainda bem’, outros ‘nem tanto’, mas quem nunca sentiu uma paixão não tem idéia do que seja esse <em>se perder ou se achar</em>, essa interior viagem ao inaudito, química sem químico responsável, que transforma a sanidade em loucura ou vice-versa.<br />
Mas efêmera, paixão só tem dois finais: amor verdadeiro ou tragédia. Anna Barton (J.Binoche) é uma mulher delicada, de aparêcia cândida e triste, sempre de roupas pretas e comportadas, um quase paradoxo na sensualidade que esconde sob a pele. Seu noivo, um jornalista jovem que escreve sobre política num jornal londrino é filho do Ministro da Saúde (J.Irons).  O triângulo proibido, complicação que acompanha seu destino desde a relação incestuosa com o irmão quando adolescente, pode ser resumida na frase que diz ao Ministro ‘não casaria com ele se não pudesse estar com você’, que determina o grau de incompreensão que se tem sobre a alma humana.<br />
Vida morna é escolha, paixão não! ‘A Mulher do Lado’ do Truffauld, com o Depardieu e a Fanny Ardan, tem o mesmo pano de fundo – a química incontrolável da paixão, vinho único e inigualável servido pelos deuses ou demônios, quem saberia? Agora, se  alguma coisa se quer aprender sobre a alma humana mais do que carros que se espatifam de mentirinha, estes dois filmes valem à pena.</p>
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		<title>O QUE É O HOMEM SEM SEU SONHO?</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 12:17:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tudo que ele queria era construir uma casinha, sair daquele barraco de tábuas e latas, ter um lugar sólido numa rua com nome e cep. Era tudo o que queria, mas não podia. Como ladrão ele não era, então sonhava &#8212; punha o filho nas costas, descia o morro e caminhava pelas ruas arborizadas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo que ele queria era construir uma casinha, sair daquele barraco de tábuas e latas, ter um lugar sólido numa rua com nome e cep. Era tudo o que queria, mas não podia. Como ladrão ele não era, então sonhava &#8212; punha o filho nas costas, descia o morro e caminhava pelas ruas <a href="http://www.dicio.com.br/arborizado/" target="blank_" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicio.com.br/arborizado/?referer=');">arborizadas</a> e bem cuidadas do bairro, perguntando ao menino qual daquelas ele preferia, mas defeitos tinham todas, nenhuma servia.</p>
<p>E sempre que passavam por um certo terreno vazio, ali se detinham a construir a casa ideal. Muitas vezes nos fins de semana, passeando com meu cão, vi este senhor gesticulando com as mãos, construindo seu sonho&#8230; explicando em voz alta ao garoto como ia ser. Arquiteto nato, ele logo me lembrou o personagem “pedinte” do Dodeskaden (filme de Akira Kurosawa), que vivia com o filho num carro abandonado e sonhava com uma construção ocidental, sólida e cheia de requintes, diferente das convencionais casas japonesas.</p>
<p>Num fim de tarde meio chuvoso me aproximei deles. Curioso, mas com certo receio, cumprimentei-os e me apresentei como arquiteto, ao que, gentilmente, o Senhor disse já me conhecer e ao meu cão também, e que nessa fase da obra não precisava de ajuda, o que lhe faltava era só um pouco de dinheiro&#8230;</p>
<p>Uns dois anos depois, caminhando só, meu cão tinha morrido, novamente cruzei com eles em frente ao mesmo terreno vazio. O menino crescera, devia estar com uns sete ou oito anos, e agora já fazia perguntas ao pai. &#8212; Por que não pode ser vermelha? Antes que encontrasse a resposta o Senhor me cumprimentou, e aproveitei pra saber  como ia a casa. &#8212; No finzinho&#8230; Respondeu e completou &#8212; Só estamos decidindo as cores (apontando pro menino). &#8212; Pai, por que não pode ser vermelha? Insistiu o garoto. &#8212; O que o Sr acha? Ele me perguntou. &#8212; Vermelha? Eu disse. &#8212; Sim, por fora ele quer inteira vermelha&#8230;</p>
<p>O que eu ia dizer? Que era bom, que era ruim, que era estranho..? Quem era eu pra interferir naqueles destinos? E em vez de responder, fiz outra pergunta, como seriam as plantas. Dessa vez foi o menino que prontamente se adiantou &#8212; São todas brancas e pratas, e as flores azuis, igual a grama. &#8212; Oh&#8230; então vermelha vai ficar linda. Disse. Olhos franzidos, pensativo, o Senhor olhava as bactérias do ar como se não estivesse muito certo disso. Nesse momento me despedi deles e segui minha caminhada.</p>
<p>Nunca mais os vi. Até que um dia, seis horas da manhã, passeando com um outro cão, diante daquele terreno vago um jovem moreninho lá com seus dezesseis anos rabiscava algo numa prancheta. &#8212; Bom dia. Eu disse. &#8212; Cadê seu pai? Ele me olhou sem me reconhecer &#8212; Meu pai, o Sr conhecia ele? &#8212; Sim, sempre vocês vinham aqui&#8230; &#8212; Ah sim, agora acho que me lembro do Sr., meu pai morreu faz oito anos, levou um tiro da polícia quando voltava do trabalho. &#8212; Sinto muito. Disse. &#8212; Sabe que pensei nele esses anos todos, e por que levou um tiro? Perguntei. &#8212; Foi por engano, ele trabalhava à noite numa fábrica, voltava pra casa, estava escuro, ninguém explicou pra gente o que aconteceu. &#8212; E o que faz aqui, agora? Perguntei mais uma vez. &#8212; Estou mudando algumas coisas na nossa casa&#8230; Me desculpe, senhor, mas tenho que terminar isso, tá quase na hora de entrar no meu trabalho. &#8212; Claro, eu é que me desculpo, só queria saber se ainda vai ser vermelha. &#8212; Ah&#8230; não, papai nunca gostou dessa idéia&#8230;</p>
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		<title>Uma tal Claudia</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 00:16:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nem tudo que se escreve é entendido por todos, algumas coisas talvez nenhum possa. Dia desses, madrugada fria, num desses lugares que não sabemos ao certo aonde fica, nem se fica, por isso digo acho que conversei com uma loira alta, inteligente, seletiva, que se disse chamar Claudia. Comecei perguntando se era tudo verdade. Nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem tudo que se escreve é entendido por todos, algumas coisas talvez nenhum possa.</p>
<p>Dia desses, madrugada fria, num desses lugares que não sabemos ao certo aonde fica, nem se fica, por isso digo acho que conversei com uma loira alta, inteligente, seletiva, que se disse chamar Claudia. Comecei perguntando se era tudo verdade. Nada respondeu. Pensei a princípio que escutasse mal e insisti várias vezes até que ironicamente ela acabou abrindo a boca e disse que eu tinha lido a bíblia inteira sem sua permissão.</p>
<p>Isso não era não era bem uma verdade, mal conheço a bíblia, mas surda ela também não era, nem muda, meio estapafúrdia talvez, quando falou que adornava sapatos. Entendi que adorava sapatos; desfeito o mal-entendido disse que adornava o próprio adorno, que era ela mesma, e citou um pensamento de Platão. Fiquei na mesma.</p>
<p>Aquele vagão só tinha gente louca, mas ela não era louca, nem eu. E como tal, não suportava a idéia de terminar o que nem começou, numa estação chamada  Céu &#8212; esse lugar aprazível, de cálidas temperaturas, som de harpas, aonde anjos desbotados voam só por voar.</p>
<p>Vá lá que ela tinha alguma razão, que essa paz sempiterna seja mesmo <a title="enfadonho" href="http://www.dicio.com.br/enfadonho/" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicio.com.br/enfadonho/?referer=');"> enfadonha </a> pra nós que convivemos com o trânsito, guerras, esses tipos de vampiros de sangue RH-Nada, conhecidos como políticos, etc.</p>
<p>Há que se pensar bem nesse assunto antes de escolher a estação que vamos desembarcar. Sugeri que descesse no Purgatório, ao que prontamente recusou. Aí fui um estúpido e dou razão total a ela, não faz sentido pagar o dobro pra se ir aonde não se quer e ter o que não se deseja. Todos sabem que só restou uma opção: o Inferno, com seus vermelhos vibrantes, suas fogueiras&#8230;</p>
<p>Falei que isso doía, ela riu, disse que só doía pros outros. E completou que seu <em>gene</em> vinha do Nero (aquele imperador romano que vivia bêbado e gostava de pôr fogo em tudo). Bem, aí pensei, pensei, mas nem foi tanto, já estava desconfiado quando ela completou que era uma parente afastada do capeta.</p>
<p>Nessa hora ri pra valer, imaginei aquela loira alta ajeitando as brasas, e com um garfo gigante espetando os &#8220;pobres&#8221; &#8230; Devia era ser bem boazinha, ao que lendo meus pensamentos, instantaneamente respondeu “vai pensando&#8230;”  Ops!</p>
<p>Ao fundo&#8230;. os agudos do <a title="Ozzy" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ozzy_Osbourne" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/pt.wikipedia.org/wiki/Ozzy_Osbourne?referer=');"> Ozzy Osbourne </a>, e adoro fogueiras, mas daí ficar de conversa fiada com uma chegada do demônio, eu que nunca ouvi nenhum parente do divino&#8230; sei lá, mas nem um santo se passando pelo capeta, nem um capeta travestido de santo me pegam, até hoje só fui de ateu a agnóstico.</p>
<p>Queria ter feito uma última pergunta, a mesma que comecei, se era tudo verdade, a resposta não importava. Mas as luzes do trem se apagaram, só ouvi o último grito do Ozzy e ela sumiu.</p>
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		<title>&#8220;CINEMA PARADISO&#8221; O FILME</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 00:46:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A paixão pelo cinema do menino Totó (Salvatore) e sua amizade com o projecionista Alfredo, que depois de um incêndio com o projetor (que também destrói o cinema) fica cego e muito ferido, e é ajudado pelo garoto quando a pequena cidade reconstrói o cinema, por isso IL NUOVO CINEMA PARADISO. A única diversão daquela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A paixão pelo cinema do menino Totó (Salvatore) e sua amizade com o projecionista Alfredo, que depois de um incêndio com o projetor (que também destrói o cinema) fica cego e muito ferido, e é ajudado pelo garoto quando a pequena cidade reconstrói o cinema, por isso <strong><span style="text-decoration: underline">IL NUOVO CINEMA PARADISO.</span></strong></p>
<p>A única diversão daquela gente, antes do evento da TV, é o cinema aos domingos e feriados. Como &#8220;prisioneiros da alegria dos outros&#8221;, aos projecionistas não há folgas possíveis. Alfredo é ranzinza, mas tem um grande coração e enxerga longe mesmo sem ver, quando insiste pra o já adolescente Salvatore sumir dali pra nunca mais voltar (ou seria um escravo eterno como ele foi).</p>
<p>Não parece que o jovem vai ouvi-lo até que Alfredo “trai” o amigo provocando um desencontro com Helena, por quem tem uma enorme paixão não bem correspondida. E a moça, filha de um banqueiro da cidade, vai embora no momento que parecia estar certa do amor que sentia por ele. Desiludido, sem nunca ter sabido dessa “pequena mas enorme traição”, ele parte dali e se torna um famoso diretor de cinema, só retornando a pequena cidade 30 anos depois quando soube da morte de Alfredo.</p>
<p>Metalinguagem, um filme dentro do filme, talvez a maior homenagem já feita ao cinema (há outras.. A Noite Americana do F.Truffaut etc).</p>
<p>Do siciliano Giuseppe Tornatore, que soube com rara sensibilidade conduzir essa história de muitas perdas, tendo como pano de fundo o amor em várias das suas formas. Mas o que fez desse filme um ícone dos anos 90, que sensibilizou a quase totalidade das pessoas, certamente não foi a metalinguagem ou a homenagem a 7ª arte, que à maioria pouca importa, nem a amizade de um velho com uma criança.</p>
<p>O limiar entre o profundo e o piegas, o linear e o fantástico, quando se tem uma criança envolvida, é muito próximo. Fácil o apelo ao choro, mas ´normalmente não sobra nada no dia seguinte. E não é só a TV que é especialista nisso.</p>
<p>Agradar a maioria não é tarefa fácil, <a title="Cinema Paradiso" href="http://www.youtube.com/watch?v=LSLZLkcMrHU" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=LSLZLkcMrHU&amp;referer=');">Cinema Paradiso</a> fala de coisas que todos passaram algum dia, fala de amores possíveis e impossíveis, de encontros e desencontros, do inexorável, fala do destino.</p>
<p>Tanto no filme como na vida real, o ator que fez o adolescente Totó se chamava Salvatore. Eu também sou um Salvatore, e também assisti meu primeiro filme no porão da Igreja do Bom Conselho na Mooca, aonde a censura igualmente era dos padres, e quando estive em Palácio Adriano, cidade siciliana aonde o cinema foi demolido, fiquei emocionado com a praça, o que restou dela&#8230; um grande estacionamento. Mas ali soube que demoliram o cenário. Cinema é “mies-un-scene”, fantasia, invenção&#8230; O cinema mesmo da cidade ficava a uma quadra dali.</p>
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		<title>De onde viemos, Pra que viemos, Pra onde vamos?</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 07:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>paulovilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chamamos de fé o crer incondicional sem nenhuma base em  argumentação racional. E se assim é, fé não se discute; se não se discute não há forma de convencimento universal sobre a existência de entidades supremas do bem ou do mal. Não são dotados de maiores virtudes aqueles que por terem fé trilham o caminho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamamos de fé o crer incondicional sem nenhuma base em  argumentação racional. E se assim é, fé não se discute; se não se discute não há forma de convencimento universal sobre a existência de entidades supremas do bem ou do mal.</p>
<p>Não são dotados de maiores virtudes aqueles que por terem fé trilham o caminho das suas verdades. O que lhes pode conferir tal dignidade é a<a title="lisura" href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=lisura&amp;id=1173" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=lisura_amp_id=1173&amp;referer=');"> lisura</a>, o caráter <a title="ilibado" href="http://www.dicionarioweb.com.br/ilibado.html" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.dicionarioweb.com.br/ilibado.html?referer=');">ilibado</a>. Da mesma forma se enquadram os que não crêem em anjos e demônios.</p>
<p>As atitudes do dia-a-dia, a maneira como se vê e se trata o outro ante a noção mínima do conceito de justiça com base na observacão da natureza e não das leis humanas, é que o que faz a diferença &#8212; que afasta ou aproxima o homem de deus, se ele existir.</p>
<p>E se ele existir, dotado de forma e inteligência que nem sonhamos, ainda que abstraia toda racionalidade, ainda assim penso que o seu pensar é que nossas vidinhas não têm nenhuma importância no universo.</p>
<p>A arte, o trabalho, a luta maior ou menor de uns ou outros pela sobrevivência, ameniza mas não cura essa chaga que nasce do medo do que se desconhece, da imprevisibilidade da doença e da certeza da morte, que encurrala o homem pra sua fé ou pra sua dúvida.</p>
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		<title>ARQUITETURA &#8212; ESTÉTICA E FUNCIONALIDADE</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 04:21:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A finalidade básica da arquitetura é dar ao homem abrigo das intempéries, do calor ou frio excessivos, e também conforto estético se possível. Mas essa questão é muito ampla e subjetiva, porque cada homem é absolutamente único e porque o belo não é um conceito universal (creio que um pigmeu daria nota zero a qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A finalidade básica da arquitetura é dar ao homem abrigo das intempéries, do calor ou frio excessivos, e  também conforto estético se possível. Mas essa questão é muito ampla e  subjetiva,  porque cada homem é absolutamente único e porque o belo não é um conceito universal (creio que um  pigmeu daria nota zero a qualquer miss universo).</p>
<p>Não obstante, quem consegue  passar do básico e chegar à uma moradia propriamente dita, certamente vai enfeitá-la, pintar com as cores do seu agrado, pôr pedras no entorno etc., o que me faz pensar que, de alguma maneira, estética faz parte da vida de todos, ainda que não entre no sonho ou caiba no bolso da maioria.</p>
<p>Não importa se é uma casinha, um super-edifício ou uma obra institucional.  Por mais bela, curiosa, original, surpreendente que seja uma obra, se chove dentro não cumpre sua função básica. O mesmo vale para um ambiente muito frio, úmido ou quente demais, que expulsa seu usuário porque teve aberturas mal pensadas, e que  só pode ser corrigido com o uso de fontes  externas de energia, e em alguns casos nem pode. E nessa questão térmica a maioria das <a title="Arquitetura Pós Moderna" href="http://www.paulovilela.com.br/obras-arquitetura-pos-moderna/">obras</a> é inadequada, até as chamadas &#8220;inteligentes&#8221;, que com  tecnologia de ponta inventam ambientes confortáveis, mas no  fundo  são bem &#8220;burrinhas&#8221;, porque num planeta com recursos finitos inteligente é o que guarda, não o que esbanja energia.</p>
<p>Arquitetura não deve só encantar, surpreender fugindo do &#8220;pão de forma&#8221;, mas ter presente que o prazer vai além do olhar &#8212; não se engana a pele, que é o estar bem, o sentir-se bem, sem o quê a arquitetura não cumpre seu papel.</p>
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